10 de Fevereiro de 2010 / às 11:45 / 8 anos atrás

Net vê expansão em 2010 e minimiza risco por Vivendi

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - A Net espera obter em 2010 o mesmo desempenho em adição de clientes de 2009, quando registrou expansão de dois dígitos, e não mostra preocupação com a intenção do grupo francês Vivendi de entrar no mercado brasileiro de TV por assinatura.

Maior operadora de TV paga do país, a Net terminou o ano passado com 10,12 milhões de “unidades geradoras de receita”, conceito que reúne serviços diferentes que podem ser vendidos para um mesmo domicílio.

Isso representa alta de 27 por cento sobre 2008, ritmo de crescimento que a companhia pretende manter no atual exercício, disse nesta quarta-feira a jornalistas o presidente da Net, José Félix.

A base de usuários de TV da Net subiu 20 por cento ano passado, para 3,7 milhões. Enquanto isso, banda larga cresceu 30 por cento e telefonia --serviço lançado em 2008-- teve alta de 42 por cento no número de assinantes.

A empresa --que tem entre os sócios a mexicana Telmex, do bilionário Carlos Slim-- reverteu no quarto trimestre prejuízo sofrido nos três últimos meses de 2008, com lucro líquido de 306 milhões de reais.

O resultado trimestral foi apoiado em melhora operacional da empresa e também em ganhos financeiros gerados pela valorização do real sobre o dólar.

No acumulado de 2009, o lucro foi de 736 milhões de reais, contra 20 milhões de reais no ano anterior.

A receita líquida ficou em 1,2 bilhão de reais no quarto trimestre e em 4,6 bilhões de reais nos 12 meses do ano passado, altas de 21 e de 25 por cento, respectivamente.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ficou em 348 milhões de reais no último trimestre, com margem de 28 por cento. No ano, o Ebitda somou 1,2 bilhão de reais, com margem de 27 por cento.

A Net prevê investimentos de 1,2 bilhão de reais em 2010, após desembolso de 1,1 bilhão de reais no ano passado.

CONCORRÊNCIA À VISTA

O presidente da Net evitou comentar se a empresa estaria disposta a sacrificar margens diante da eventual entrada no mercado da Vivendi, que comprou a GVT. Mas disse que “não acredita em milagres”.

“Ninguém faz aventuras. Acredito que quem compra uma empresa vai querer retorno do investimento. Se uma empresa como a Net já faz sacrifícios para oferecer produtos competitivos, quero saber qual o preço que terá de ser cobrado de forma que seja capaz de manter o retorno do investidor”, afirmou.

O vice-presidente financeiro da Net, João Elek, admitiu que a GVT “talvez seja a melhor empresa posicionada para atender pequenas e médias empresas e com controle novo e investimentos poderá melhorar suas ofertas” de serviços de telecomunicações.

Na visão da Net, contudo, a possível entrada da Vivendi não alteraria de imediato o mercado brasileiro de TV paga.

O diretor jurídico da Net, André Borges, lembrou que, por ter controle estrangeiro, a GVT não pode oferecer serviço de TV via cabo pela legislação em vigor, que pode ser alterada dependendo do resultado de um debate no Congresso que já dura meses. Mas outras opções poderiam ser exploradas como serviços via satélite ou sob demanda.

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