Toshiba vai retomar expansão de 8,9 bi em fábrica de chips

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 12:54 BRST
 

TÓQUIO (Reuters) - A Toshiba vai investir 800 bilhões de ienes (8,9 bilhões de dólares) na construção de uma nova fábrica de microchips, retomando planos que haviam sido suspensos devido às vendas fracas, informou o diário japonês de negócios Nikkei.

A maior fabricante japonesa de chips deve começar a construção de uma nova fábrica de chips de memória flash NAND em solo nipônico antes da metade deste ano, com o objetivo de iniciar operações no segundo trimestre de 2011, informou o Nikkei na quarta-feira; a decisão foi adotada devido a uma recuperação na demanda.

A Toshiba é a segunda maior fabricante mundial de chips de memória flash NAND, atrás da Samsung Electronics.

Diferente dos chips de memória dinâmica de acesso aleatório (Dram), a forma padrão de memória usada principalmente em computadores, a memória flash Nand é capaz de reter dados mesmo depois que a energia é desligada, e está em amplo uso em câmeras digitais, celulares e players portáteis de música.

"A demanda por memória Nand deve se tornar mais forte que a demanda por memória Dram, com o tempo. Expandir a capacidade é o caminho certo, a fim de atender a essa demanda," disse Yuichi Ishida, analista da Mizuho Investors Securities.

"Sem investir em sua capacidade agora, a Toshiba correria o risco de perder ainda mais terreno para a Samsung," acrescentou.

A Samsung detinha participação mundial de 39,3 por cento no mercado de memória flash Nand no terceiro trimestre de 2009, seguida pela Toshiba com 34,6 por cento e pela Hynix Semiconductor, com 10 por cento, de acordo com dados do grupo de pesquisa iSuppli.

A Samsung, também líder mundial na memória Dram, planeja investimentos de capital de mais de 5,5 trilhões de won (4,7 bilhões de dólares) em chips de memória este ano, e informou que estava considerando seriamente uma elevação desse investimento.

"As condições de mercado devem se manter relativamente apertadas até o segundo semestre do ano, porque a demanda gerada por novos aparelhos, tais como celulares inteligentes e computadores tablet, será forte," disse Song Myung-sub, analista da Hi Investment and Securities.

"Mas a oferta pode superar a procura significativamente a partir do começo do ano que vem, porque os fabricantes estão elevando sua capacidade de forma agressiva, para ampliar a produção depois de anos de baixo investimento," acrescentou.

(Reportagem de Kiyoshi Takenaka, Taiga Uranaka, Mariko Katsumura em Tóquio, Miyoung Kim em Seul)