Google e Apple exercem pressão sobre o mundo da telefonia móvel

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 18:03 BRST
 

HELSINKI/LONDRES (Reuters) - Na feira de telefonia móvel que acontece em Barcelona na próxima semana será possível encontrar um programa de software que mede a que altura se pode jogar um smartphone Nokia, o que é uma boa metáfora sobre o esforço da empresa de elevar seu jogo.

Mas a gravidade talvez não favoreça a maior fabricante mundial de celulares, à medida que o foco do setor, que movimenta 169 bilhões de dólares anuais, é transferida ao software e serviços, tendência que beneficia concorrentes ágeis como Apple, fabricante do iPhone, e Google.

Pela primeira vez, a Nokia optou por não participar do Mobile World Congress, este ano, assim como a Apple, que rejeita as convenções setoriais em troca de eventos próprios, cuidadosamente coreografados.

A Nokia será a anfitriã de algumas reuniões em local próximo ao evento, mas ao que se sabe não tem qualquer lançamento novo planejado.

Ao mesmo tempo, a feira está repleta de novos celulares equipados com a plataforma Android, do Google.

Os outros grandes nomes do setor, Microsoft, Samsung e Sony Ericsson, também vêm enfrentando dificuldade diante do ritmo imposto por Apple e Google, desde que o iPhone conquistou o mundo, em 2007.

A Nokia parece ser uma das empresas mais bem posicionadas para enfrentar a situação, graças ao seu sistema operacional próprio, ao investimento em serviços e aos grandes benefícios que a escala de sua produção oferece, mas a Apple já lucra mais que a Nokia com seus celulares.

Tentando reproduzir o sucesso da Apple na venda de softwares para celulares em sua App Store, Nokia, Microsoft e outros abriram lojas online, mas sem encontrar muito sucesso.

"Todo mundo está enfrentando problemas. Existe muito exagero na divulgação mas não muito dinheiro," disse Dana Porter, vice-presidente de estratégia na Amdocs, uma produtora de software para cobrança de contas telefônicas e gestão de clientes.