18 de Fevereiro de 2010 / às 21:00 / 8 anos atrás

TomTom minimiza competição de software grátis e tem 4o tri forte

AMSTERDÃ (Reuters) - A fabricante de equipamentos de navegação TomTom afastou a ameaça da competição de softwares gratuitos em telefones celulares após seus resultados do quarto trimestre superarem as estimativas.

Diante disso, a ação da empresa exibiu a maior alta entre as blue chips da bolsa de Amsterdã nesta quinta-feira.

As ações da TomTom chegaram a subir 12 por cento, a 6,08 euros, o maior valor em um mês, mas depois reduziram os ganhos, terminando o pregão com alta de 5,5 por cento, a 5,73 euros.

Os papéis tiveram fortes quedas desde o final de outubro, perdendo metade do seu valor depois que Google e Nokia disseram que poderiam fornecer sistemas de navegação gratuitos para smartphones.

"As ações podem refletir uma reviravolta (no sentimento) para o modelo de negócios da TomTom no longo prazo, após todas as notícias sobre Nokia a Google", disse o operador Geoffrey Leloux, da Keijser Capital.

De qualquer modo, o gestor Maarten Geels, da Eureffect, que possui ações da TomTom em nome de clientes, disse que desconfia se o modelo de negócios da TomTom é seguro.

A empresa holandesa informou um crescimento de 7 por cento no lucro líquido no quarto trimestre de 2009, excluindo itens excepcionais, para 75 milhões de euros (101,7 milhões de dólares).

A previsão média de analistas consultados pela Reuters era de lucro de 44 milhões de euros.

Apesar do forte resultado no trimestre, a companhia reportou quedas de dois dígitos no lucro e na receita no acumulado de 2009.

A receita da TomTom no ano passado caiu 15 por cento e o lucro líquido recuou 34 por cento, excluindo-se os ágios relativos à aquisição da companhia de mapas digitais Tele Atlas por 2,9 bilhões de euros.

A TomTom disse ainda que espera estabilidade na receita em cerca de 1,5 bilhão de euros e nos lucros por ação neste ano.

O presidente-executivo da TomTom, Harold Goddijn, um dos co-fundadores da empresa no começo da década dos anos 1990, insistiu que a companhia não sentiu pressão vinda do Google e da Nokia.

"A indústria em que estamos está passando por mudanças substanciais. Cada vez mais, mapas digitais estão sendo lançados na batalha por aparelhos móveis... Vemos impacto limitado disso em nossa receita que vem de dispositivos pessoais de navegação, aparelhos de navegação para carros e gestão de frotas", disse.

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