Microsoft reforça ataque contra o Google nas buscas

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 11:32 BRST
 

Por Bill Rigby

SEATTLE (Reuters) - O ataque da Microsoft ao Google, o líder entre os serviços de buscas online, poderá avançar consideravelmente agora que as autoridades regulatórias europeias e norte-americanas liberaram a parceria de buscas entre a companhia e o Yahoo.

O acordo de 10 anos, assinado em julho, representa o maior esforço da Microsoft para estabelecer um negócio online capaz de enfrentar o Google, em uma área na qual a Microsoft sofreu prejuízos de cinco bilhões de dólares nos últimos quatro anos.

"A Microsoft realmente tem condição de jogar dinheiro nisso," disse Kim Caughey, analista sênior do Fort Pitt Capital Group. "Acredito que a manobra possa funcionar. Se eles conseguirem avanços em áreas específicas, podem ter algo de positivo a reportar."

A Microsoft já realizou algum progresso com seu serviço de buscas Bing, que conquistou 3,3 pontos percentuais de participação de mercado adicional desde seu lançamento, em junho. Mas o Bing "não tem muita chance de derrubar o Google de seu grande pedestal, pelo menos não em curto prazo," disse Caughey.

A batalha pelos anúncios vinculados a buscas é apenas uma das frentes em uma guerra mais ampla por receita entre a Microsoft e o Google, que também abarca sistemas operacionais e celulares. Mas nenhuma das duas empresas conseguiu concorrer em igualdade de condições no mercado central do rival, até o momento.

"Nossos modelos não indicam qualquer impacto da parceria Microsoft-Yahoo sobre os números do Google," disse Clayton Moran, analista da Benchmark.

"Ela não muda muito em termos da dinâmica competitiva do setor, de imediato," ele alertou. "Da perspectiva do Google, pelo menos nos dois próximos anos, é completamente irrelevante."

O acordo, aprovado incondicionalmente pelo Departamento da Justiça dos EUA e pela Comissão Europeia, na quinta-feira, não deve influenciar os resultados financeiros da Microsoft, mas pode estabelecer a base para operações online lucrativas.

"No momento, o objetivo real é ganhar participação. Se o fizermos, cresceremos até sair do vermelho, e confiamos em nossa capacidade para isso," disse Yusuf Mehdi, da Microsoft, cuja função é transformar o Bing e o portal MSN em sucessos financeiros, em entrevista à Reuters no começo do mês.