Assinaturas de telefonia móvel devem passar de 5 bi neste ano

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010 15:27 BRT
 

Por Jonathan Lynn

GENEBRA, 23 de fevereiro (Reuters) - As assinaturas de telefonia móvel superarão a marca de cinco bilhões este ano, apesar da crise econômica, mas a Internet de alta velocidade continua a representar uma "fronteira digital" entre os países em desenvolvimento e os ricos, informou na terça-feira uma agência da ONU.

Pelo final de 2009, havia 4,6 bilhões de assinaturas de telefonia móvel em todo o mundo, o que representa um índice de penetração de 67 por cento, informou o relatório anual da União Internacional de Telecomunicações sobre o setor de tecnologias de informação e comunicação.

Nos países em desenvolvimento, o índice de penetração era de 57 por cento, mais que o dobro dos 23 por cento de 2005, enquanto nos países desenvolvidos a média supera os 100 por cento, significando mais de uma assinatura de telefonia móvel per capita.

"A demanda pela telefonia móvel demonstrou forte persistência, e os consumidores estão dispostos a gastar sua receita disponível com serviços móveis mesmo em um período de restrições financeiras", afirmou a estatística Esperanza Magpantay a jornalistas sobre o relatório Measuring the Information Society 2010, que a UIT está lançando.

E a crise tampouco deve prejudicar os investimentos em prazo mais longo, à medida que as operadoras tentam se adequar à transição dos serviços de voz para os dados, e à crescente importância da banda larga, como fontes de receita, disse Vanessa Gray, da UIT.

"Elas tentarão ampliar sua receita ao investir em tecnologias como a banda larga e, caso considerem que a solução é viável, também em banda larga móvel", disse ela.

"Não antecipamos necessariamente um impacto da crise sobre as tecnologias de informação e telecomunicações, nos próximos anos", afirmou.

A UIT estimou que 26 por cento da população mundial, ou 1,7 bilhão de pessoas, estarão usando a Internet, se bem que apenas um em cinco cidadãos, nos países em desenvolvimento, tenha acesso à rede, ante um índice de quase dois terços nos países ricos.

O crescimento na penetração de telecomunicação móvel e da Internet nos países em desenvolvimento foi propelido, especialmente, pela expansão na Índia e China, sendo que esta última responde sozinha por um terço dos usuários de Internet nos países em desenvolvimento.