Redes sociais são chave para reencontrar familiares no Chile

quinta-feira, 4 de março de 2010 11:48 BRT
 

Por Juana Casas

SANTIAGO (Reuters) - Os nomes das pessoas desaparecidas depois do devastador terremoto que golpeou o Chile no fim de semana circulam pelas mensagens no Facebook e postagens no Twitter. Qualquer dado sobre eles é vital para seus familiares.

Cinco dias depois do intenso terremoto e os tsunamis que golpearam as zonas central e sul do Chile, os familiares de desaparecidos -- cuja quantidade ainda não foi confirmada -- continuam querendo saber o que aconteceu com eles.

Depois do terremoto, as linhas telefônicas foram cortadas e ainda hoje é quase impossível se comunicar com a zona do epicentro. Por isso, as redes sociais se converteram em um meio chave para a comunicação tanto dentro como fora do Chile.

"O terremoto nos encontrou em plena estrada e ficamos presos entre duas pontes quebradas... Recentemente no domingo de noite pudemos nos conectar à Internet e colocar uma mensagem no Facebook", disse Nathalia Kubota, de 30 anos, que voltava de férias com seu parceiro e filho.

"Tenho família no Japão e recebi um monte de mensagens", acrescentou de Temuco, enquanto esperava passagens para voltar a Santiago.

Outra jovem que recorreu à Internet depois do terremoto foi Lorena Valderrama, que organizou uma busca por sua irmã através da Internet da Espanha, onde vive atualmente.

Sua irmã, de 18 anos, estuda em Concepción, uma das cidades mais devastadas pelo tremor de magnitude 8,8, e neste fim de semana havia ido para uma praia próxima, na zona costeira que foi arrasada pelos tsunamis.

Ninguém na sua família sabia onde estava nesse momento.   Continuação...