EUA querem Internet de 1 gigabit para instituições públicas

quinta-feira, 4 de março de 2010 19:44 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos pretende aumentar a velocidade de Internet em instituições públicas, como escolas e prédios do governo, para 1 gigabit por segundo até 2020, afirmou o presidente da comissão, Julius Genachowski, nesta quinta-feira.

A ideia é de que o Plano Nacional de Banda Larga da comissão, que será lançando ainda neste mês, também deva liberar o espectro eletromagnético para a banda larga móvel, além de ampliar o acesso universal à Internet banda larga e seu uso e criar uma rede nacional de segurança pública.

Genachowski afirmou que o projeto irá estabelecer metas "dramáticas e corajosas" para levar a Internet rápida a toda a população, incluindo velocidades de 100 megabits por segundo (Mbps) para 100 milhões de lares até 2020.

Um gigabit por segundo é igual a 1.000 Mbps. Estimativas da indústria para a velocidade da Internet atualmente nos EUA são, geralmente, de menos de 4 Mbps.

"Vamos estabelecer metas para garantir que toda comunidade tenha uma conexão de 1 gigabit em alguma instituição importante, como uma escola ou uma biblioteca ou um posto de saúde", disse Genachowski em evento para promover o uso de banda larga por pequenas empresas.

Seus comentários, em linha com as metas estabelecidas pelo presidente Barack Obama para ampliar o acesso barato à Internet de alta velocidade para toda a população norte-americana, são os últimos detalhes sobre o antecipado plano de banda larga da comissão.

Em fevereiro, o Google anunciou que planeja criar uma rede de Internet ultrarrápida de 1 gigabit para até meio milhão de pessoas, que seria distribuída por meio de linhas de fibra óptica.

Duas semanas atrás, a Comissão Federal de Comunicações votou a favor da expansão de um programa que permite que comunidades locais usem o acesso à Internet de escolas do bairro fora do horário de aula, medida que pode ampliar o acesso à Internet de alta velocidade.

(Reportagem de John Poirier)