Dez anos depois, lições do estouro da bolha da Internet

quarta-feira, 10 de março de 2010 20:10 BRT
 

Por Gabriel Madway

SAN FRANCISCO (Reuters) - Há exatamente dez anos, antes do estouro da bolha da Internet, o índice Nasdaq atingiu um nível recorde de 5.132 pontos --um pico que o mercado de tecnologia não mostra qualquer sinal de retomar a máxima nos próximos anos.

Analistas e investidores de capital de risco afirmam que a crise de tecnologia ensinou uma lição aparentemente simples, que havia se perdido em meio ao furor de ofertas de ações de empresas iniciantes do Vale do Silício que não geravam receita nenhuma --de que vendas e lucros, ou pelo menos uma perspectiva de lucro, importam.

Hoje, o índice Nasdaq permanece abaixo da metade de sua máxima de março de 2000, e muitas das empresas mais importantes da época, como IBM, HP e Microsoft, passaram a negociar ações de forma mais tradicional, com base em seus fundamentos.

Encontrar ações com forte perspectiva de crescimento, as empresas do futuro, se tornou mais difícil, segundo investidores.

"Ações de tecnologia eram vistas como especiais e diferentes, uma indústria que iria crescer rapidamente e sustentaria precificações extremamente altas", disse o gerente de portfólio da T. Rowe Price, Ken Allen. "Aprendemos muito sobre os erros dessa lógica. Ações de tecnologia, em geral, são comparáveis a qualquer outro tipo de ação."

Ações de importantes marcas do setor prosperaram na última década, incluindo empresas como Apple, Amazon.com e Research in Motion, cujos produtos marcaram a indústria.

Google e Salesforce.com, que abriram seu capital em 2004, viram suas ações se valorizarem em mais de quatro vezes.

Mas muitas das principais empresas do setor nunca chegaram perto de recuperar sua glória do passado. Os papéis de empresas como Cisco Systems, Yahoo e Intel registraram quedas de mais de 50 por cento desde aquela época.   Continuação...