15 de Março de 2010 / às 16:34 / 7 anos atrás

Oi prevê equilibrar operação celular em SP em 2010

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - A operadora de telecomunicações Oi estima chegar ao equilíbrio financeiro em sua operação celular em São Paulo em abril e prevê crescer a base de clientes móveis no Estado em até 45 por cento em 2010, para entre 7,5 milhões e 8 milhões.

A companhia, que amargou prejuízo líquido de 365 milhões de reais no quarto trimestre e de 436 milhões de reais em 2009, será "agressiva com parcimônia" em São Paulo este ano, afirmou nesta segunda-feira o vice-presidente financeiro da empresa, Alex Zornig, em teleconferência com jornalistas.

A operação celular da Oi no Estado foi lançada em outubro de 2008, passando a rivalizar com as grandes estabelecidas em São Paulo: Vivo, Claro e TIM.

"Vamos continuar com algumas ofertas surpresas, nosso foco vai ser distribuição e cobertura, principalmente no oeste do Estado", disse Zornig.

Segundo ele, a Oi já investiu 1,5 bilhão de reais em São Paulo e instalou cerca de 2.400 torres transmissoras que passaram a cobrir 60 por cento dos 645 municípios do Estado.

Com o aumento da cobertura paulista, o resultado da Oi acabou sendo afetado por impacto negativo de 350 milhões de reais em 2009, disse Zornig. A empresa também registrou gastos para lançamento e promoção de seus produtos na área da Brasil Telecom, que está sendo incorporada pelo grupo e gerou despesas de integração.

Os investimentos previstos pelo grupo para 2010 são de 3 bilhões a 4 bilhões de reais, montante até 41,3 por cento menor que os 5,11 bilhões de reais aplicados em 2009.

"Não precisamos aumentar... em 2010 porque todos os investimentos que tínhamos que fazer já foram feitos", disse Zornig, referindo-se a compra de licenças, aquisição da BrT e entrada no mercado de telefonia móvel em São Paulo.

O executivo afirmou que a meta da empresa como um todo em 2010 é focar na geração de caixa, após a queda de 14,5 por cento no Ebitda --lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês-- no quarto trimestre, para 2,065 bilhões de reais, e do recuo anual dessa linha em 27 por cento, para 7,315 bilhões de reais.

A expectativa é que a margem Ebitda do grupo em 2010 fique entre 33 e 34 por cento, após 33 por cento em 2009.

"Vamos buscar melhorar margens principalmente na região 1 (original da empresa). Nas regiões 2 (Brasil Telecom) e 3 (Estado de São Paulo), o crescimento da base ainda é importante", disse Zornig, afirmando que em São Paulo a ordem é priorizar a venda de celulares pós-pagos, com margens maiores.

Segundo ele, em 2009 a Oi conseguiu sinergias de cerca de 600 milhões de reais com a BrT. Para 2010, o valor deve ser alcançar cerca de 1,1 bilhão de reais.

BALANÇO

A Oi teve receita líquida de 7,539 bilhões de reais no quarto trimestre, queda de 1,7 por cento sobre o resultado proforma de um ano antes. No ano, o faturamento somou 29,88 bilhões de reais, praticamente estável sobre 2008.

O número de usuários banda larga fixa subiu 10,2 por cento no ano, para 4,211 milhões de clientes. A base de telefonia fixa caiu 3,5 por cento, para 21,29 milhões de linhas, enquanto a móvel cresceu 20,4 por cento, para 36,11 milhões de usuários.

A Oi encerrou o quarto trimestre com uma relação entre dívida líquida e Ebitda de 2,2 vezes e o objetivo em 2010 é melhorar essa proporção para entre 1,7 e 1,8 vez. A dívida líquida do grupo encerrou 2009 em 21,89 bilhões de reais, expansão de 77,2 por cento sobre dezembro de 2008.

A companhia, que suspendeu a incorporação da BrT no início do ano após aumento nas provisões judiciais da operadora adquirida, divulgará "em um mês" a nova relação de troca proposta de ações aos minoritários da BrT, disse Zornig.

A Oi reduziu o valor das provisões judiciais do estimado 1,29 bilhão de reais para 1,084 bilhão de reais agora, diminuindo o valor total da reserva para essa finalidade para 2,329 bilhões de reais.

As ações preferenciais da Oi subiam 0,24 por cento às 13h02, enquanto o Ibovespa recuava 0,98 por cento.

A empresa vai propor em abril a acionistas pagamento de dividendo de 1,2 bilhão de reais, equivalente a cerca de 3,13 reais por ação ordinária e preferencial.

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