Samsung e LG veem crescimento mas seguem atentas à concorrência

sexta-feira, 19 de março de 2010 09:36 BRT
 

Por Miyoung Kim e Rhee So-eui

SEUL (Reuters) - As gigantes de tecnologia Samsung Electronics e LG Electronics reforçaram o otimismo do mercado quanto a uma forte recuperação da demanda, mas alertaram que a competição entre os rivais mundiais está esquentando.

Os comentários da Samsung, maior fabricante mundial de telas planas LCD e chips de memória e segunda maior fabricante de celulares, surgiram enquanto a empresa se prepara para anunciar lucro recorde este ano, com seus principais negócios beneficiados pelas melhoras na economia mundial.

Tanto Samsung quanto LG ganharam mercado com relação a empresas japonesas como Sony e Sharp e se tornaram marcas mundiais, mas as rivais estão se reestruturando e reforçando suas linhas de produtos.

"As empresas japonesas certamente encararão o problema (de perda de mercado) e medidas agressivas de marketing da Samsung, como reação, podem prejudicar suas margens de lucro," disse Kim Young-june, analista da LIG Investment & Securities.

No ano passado a Samsung superou a Hewlett-Packard como maior companhia mundial de eletrônica em termos de vendas, com faturamento de 121 bilhões de dólares.

A Samsung concorre com a Nokia, da Finlândia, e com a LG em celulares, com a Hynix e a U. S. Micron Technology em chips de memória, e com Sharp e Sony em TVs de tela plana.

Samsung e LG controlam, juntas, mais de 30 por cento do mercado mundial de celulares, mas sua participação no crescente mercado de celulares inteligentes é inferior a 5 por cento.

Em média, os analistas elevaram suas projeções de lucro para a Samsung em 2010 em 9 por cento sobre os três meses anteriores, de acordo com dados da Thomson Reuters. As expectativas quanto à Sony também melhoraram, com projeções de prejuízo menor, enquanto a projeção de consenso quanto à LG caiu 12 por cento.

Em assembleias de acionistas realizadas nesta sexta-feira, Samsung e LG indicaram incertezas de mercado com o fim das medidas de estímulo nas grandes economias e o avanço cambial do won sul-coreano, o que pode prejudicar seus produtos ante os japoneses.