21 de Março de 2010 / às 20:58 / 7 anos atrás

Chávez diz ser a favor da Internet e nega plano de censura

Por Andrew Cawthorne

CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, negou neste domingo que planeja censurar ou limitar a Internet na Venezuela, dizendo que o uso da Web aumentou mais de nove vezes durante seu mandato, que já superou uma década.

O líder esquerdista pediu há uma semana maior controle sobre a Internet, causando protestos da oposição e de grupos que defendem a liberdade de informação. Alguns críticos disseram que ele planeja realizar controles similares aos praticados pelos aliados Cuba, China e Irã.

Mas Chávez, discursando em seu programa televisivo semanal "Aló Presidente!", negou as acusações e disse que estava meramente pedindo controles sobre o uso ilegal da Web, similares aos de outras nações que combatem o crime cibernético.

O número de assinantes de Internet aumentou de 274 mil em 2000 para 585 mil no final de 2009, disse Chávez, enquanto o número de usuários cresceu mais de nove vezes no mesmo período, de 820 mil para 7,5 milhões.

"Ninguém menciona isso. Ao contrário, as notícias voam pelo mundo dizendo que vamos acabar com a Internet, que vamos restringir o serviço", afirmou Chávez durante uma cerimônia para inaugurar um serviço de Web livre para uma comunidade. "É mentira, claro."

Chávez disse que um recente noticiário sobre a morte de dois aliados e os pedidos para um golpe contra ele foram os fatos que instigaram sua preocupação sobre o uso da Internet na Venezuela.

Um usuário do site de notícias Noticierodigital disse incorretamente neste mês que um importante ministro tinha sido assassinado, fazendo alguns outros sites da Venezuela bloquearem comentários de leitores e aumentarem o controle interno.

No polarizado ambiente político venezuelano, os inimigos de Chávez se voltam cada vez mais para os sites de relacionamento para organizar protestos e outras atividades da oposição.

"A Internet é uma trincheira na luta, porque há uma conspiração atualmente se construindo. É como se eles tivessem uma arma, um canhão", afirmou Chávez.

Chávez pediu aos seus partidários que se tornem, também, "soldados" na Internet.

O fechamento de algumas emissoras de rádio por parte do presidente, a recusa de renovar a licença do canal de televisão RCTV e a pressão sobre outra rede pró-oposição, a Globovision, são provas de que o presidente quer abafar as críticas, segundo especialistas.

Eles afirmam que essas atitudes são parte de uma corrente das práticas ditatoriais de Chávez, que substituiu Fidel Castro, de Cuba, como o maior crítico dos Estados Unidos na América Latina.

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