Jornal britânico Times deve cobrar por conteúdo online em junho

sexta-feira, 26 de março de 2010 17:51 BRT
 

LONDRES (Reuters) - A News Corp passará a cobrar seus leitores pelas versões online de seus jornais The Times e Sunday Times a partir de junho, se tornando a primeira companhia de mídia a testar o apetite dos consumidores por notícias online pagas no mercado de massas.

O acesso aos sites dos dois jornais custará 1 libra (1,49 dólar) por dia, ou 2 libras por semana. Assinantes das versões impressas terão acesso gratuito, afirmou a News Corp nesta sexta-feira.

"Isso é só o começo", disse Rebekah Brooks, presidente-executiva da divisão de jornais britânicos da News Corp, News International, que também publica o tablóide The Sun e sua versão dominical The News of the World.

"Em momento definitivo para o jornalismo, este é um passo crucial em direção a tornar notícias um negócio economicamente interessante", disse Brooks em comunicado.

Jornais nos Estados Unidos e na Europa Ocidental têm sofrido com a recessão ao mesmo tempo que lutam contra uma mudança estrutural no setor, passando de jornais pagos para conteúdo gratuito na Internet.

Dois jornais econômicos --o Financial Times e o Wall Street Journal, da News Corp-- já cobram por conteúdo online, mas publicações de conteúdo geral ainda não seguiram a tendência, com medo de perder leitores.

O presidente-executivo da News Corp, Rupert Murdoch, têm se tornado o grande defensor da estratégia, afirmando que o site de buscas Google privou o setor de sua receita ao possibilitar a busca gratuita de matérias jornalísticas.

Em janeiro, o New York Times anunciou que irá começar a cobrar seus leitores pela acesso a matérias na Internet a partir do ano que vem, afirmando que a receita gerada por publicidade não deve financiar sua área de jornalismo no futuro.

Os editores do Times e do Sunday Times prometeram publicar reportagens interativas para atrair mais leitores, além de 'feeds' de notícias personalizados, e versões móveis dos jornais para smartphones, e-readers e tablets, entre outros aparelhos.   Continuação...