Editoras apostam seu futuro em iPad que nem viram ainda

quarta-feira, 31 de março de 2010 20:12 BRT
 

Por Yinka Adegoke e Georgina Prodhan

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) - Editoras de jornais e revistas estão apostando no iPad da Apple para dar o arranque em uma forma de transição comercialmente viável para a digitalização de suas publicações --apesar de apenas uns poucos executivos terem chegado a colocar as mãos no aparelho, poucos dias de o produto chegar às prateleiras.

Inclusive, muitos grupos de comunicação provavelmente não anunciarão aplicativos próprios para o iPad enquanto o tablet não chegar às lojas nos Estados Unidos, o que deve ocorrer no sábado, devido a várias restrições de acesso ao aparelho impostas pela Apple sobre seus parceiros.

Embora o conteúdo seja essencial para o sucesso do iPad --um computador tablet de 9,7 polegadas, que mais parece um iPhone gigante que busca integrar o nicho do mercado entre um smartphone e um notebook--, a Apple tem guardado seus planos a sete chaves.

Executivos do setor afirmam ter testado o aparelho ou na sede da Apple, na Califórnia, ou em outro local, mas apenas sob medidas de segurança extremamente restritivas.

"Nos ofereceram a oportunidade de ter um iPad no prédio, mas as implicações à segurança eram tantas que simplesmente não valia a pena", disse o dono de uma editora que pediu para não ser identificado.

Apenas alguns felizardos receberam pessoalmente o presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, que esteve em Nova York no começo do ano para promover o iPad para grupos como o Wall Street Journal e o New York Times.

Apesar das restrições, a tela colorida sensível a toque do iPad é considerada seu grande diferencial para atrair grupos de comunicação, que há tempos lutam para ganhar dinheiro com conteúdo digital, ao qual a maioria dos consumidores esperam ter acesso gratuitamente, ou, no mínimo, a um preço muito baixo.

Agora, as editoras veem no aparelho uma nova chance para acertar um modelo de negócios eletrônico --além de ganhar maior poder para negociar licenciamento, caso o iPad surja como um rival à altura do Kindle da Amazon.com.   Continuação...