Críticas elogiam duração de bateria e facilidade de uso do iPad

quinta-feira, 1 de abril de 2010 10:38 BRT
 

NOVA YORK (Reuters) - O iPad, da Apple, se saiu muito bem em termos de facilidade de uso e duração de bateria nas primeiras críticas ao produto, mas não deve superar o mercado de laptops --pelo menos não agora--, de acordo com o New York Times e o Wall Street Journal.

Os críticos dos dois jornais afirmaram que embora o computador tablet, que chega ao mercado neste sábado, funcione bem para navegar na Internet ou usar mídias como livros e vídeos, pode ser menos atraente para as pessoas que necessitam de um laptop para tarefas mais pesadas.

Walt Mossberg, do WSJ, disse preferir o iPad como leitor eletrônico ao popular Kindle, da Amazon.com.

Mas David Pogue, do NYT, disse que o peso de 680 gramas do aparelho é muito alto se comparado ao de 280 gramas do Kindle. Também se queixou de que "não há como ler bem sob luz solar direta" e que "não se pode ler os livros da loja Apple em qualquer outra máquina, nem mesmo em um Mac ou iPhone."

Os dois críticos se declararam impressionados com a duração da bateria do aparelho, que foi superior às 10 horas alegadas pela Apple.

Pogue afirmou ter usado o iPad por 12 horas antes que este precisasse de uma recarga, enquanto Mossberg informou que seu aparelho havia suportado 11 horas e 28 minutos de uso contínuo.

No entanto, os críticos afirmaram que o aparelho só poderia substituir os laptops para um determinado tipo de comprador.

"Se o usuário é basicamente um internauta que faz anotações, usa redes sociais e e-mail, e é consumidor de fotos, livros, vídeos e periódicos, esse pode ser o modelo certo," afirmou Mossberg.

Mas, acrescentou, "quem precisa criar ou editar grandes planilhas ou documentos longos, emprega sistemas complicados de organização de e-mail, ou precisa realizar chats em vídeo, não terá o iPad como aparelho principal."   Continuação...

 
<p>Steve Jobs fala sobre o " iPad", San Francisco. O iPad, da Apple, se saiu muito bem em termos de facilidade de uso e dura&ccedil;&atilde;o de bateria nas primeiras cr&iacute;ticas ao produto, mas n&atilde;o deve superar o mercado de laptops --pelo menos n&atilde;o agora--, de acordo com o New York Times e o Wall Street Journal.27/01/2010.REUTERS/Kimberly White/Files</p>