1 de Abril de 2010 / às 13:42 / 7 anos atrás

Críticas elogiam duração de bateria e facilidade de uso do iPad

<p>Steve Jobs fala sobre o " iPad", San Francisco. O iPad, da Apple, se saiu muito bem em termos de facilidade de uso e dura&ccedil;&atilde;o de bateria nas primeiras cr&iacute;ticas ao produto, mas n&atilde;o deve superar o mercado de laptops --pelo menos n&atilde;o agora--, de acordo com o New York Times e o Wall Street Journal.27/01/2010.Kimberly White/Files</p>

NOVA YORK (Reuters) - O iPad, da Apple, se saiu muito bem em termos de facilidade de uso e duração de bateria nas primeiras críticas ao produto, mas não deve superar o mercado de laptops --pelo menos não agora--, de acordo com o New York Times e o Wall Street Journal.

Os críticos dos dois jornais afirmaram que embora o computador tablet, que chega ao mercado neste sábado, funcione bem para navegar na Internet ou usar mídias como livros e vídeos, pode ser menos atraente para as pessoas que necessitam de um laptop para tarefas mais pesadas.

Walt Mossberg, do WSJ, disse preferir o iPad como leitor eletrônico ao popular Kindle, da Amazon.com.

Mas David Pogue, do NYT, disse que o peso de 680 gramas do aparelho é muito alto se comparado ao de 280 gramas do Kindle. Também se queixou de que "não há como ler bem sob luz solar direta" e que "não se pode ler os livros da loja Apple em qualquer outra máquina, nem mesmo em um Mac ou iPhone."

Os dois críticos se declararam impressionados com a duração da bateria do aparelho, que foi superior às 10 horas alegadas pela Apple.

Pogue afirmou ter usado o iPad por 12 horas antes que este precisasse de uma recarga, enquanto Mossberg informou que seu aparelho havia suportado 11 horas e 28 minutos de uso contínuo.

No entanto, os críticos afirmaram que o aparelho só poderia substituir os laptops para um determinado tipo de comprador.

"Se o usuário é basicamente um internauta que faz anotações, usa redes sociais e e-mail, e é consumidor de fotos, livros, vídeos e periódicos, esse pode ser o modelo certo," afirmou Mossberg.

Mas, acrescentou, "quem precisa criar ou editar grandes planilhas ou documentos longos, emprega sistemas complicados de organização de e-mail, ou precisa realizar chats em vídeo, não terá o iPad como aparelho principal."

Pogue, que escreveu críticas separadas para os adeptos da tecnologia e "todo mundo mais," também enfatizou as deficiências do aparelho com relação aos laptops.

"Em resumo, é possível adquirir um laptop por muito menos dinheiro e contar com teclado pleno, drive de DVD, portas USB, porta para cartões de câmera, câmera e tudo mais."

Mossberg afirmou que o iPad era "muito veloz," mas sofria de "limitações irritantes."

Por exemplo, "o programa de e-mail não tem capacidade de criar pastas locais ou regras de separação de mensagens e não permite o envio de mensagens para grupos. O navegador não tem tabs e a versão Wi-Fi não tem GPS," disse.

Reportagem de Sinead Carew

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