Vodafone vai oferecer Internet via Opera em mercados emergentes

quarta-feira, 7 de abril de 2010 09:29 BRT
 

LONDRES (Reuters) - O grupo de telefonia móvel britânico Vodafone anunciou que lançará o mininavegador da Opera em celulares de baixo custo, para que seus milhões de usuários em mercados emergentes tenham acesso fácil à Internet, o que impulsionou as ações da Opera.

A Vodafone informou nesta quarta-feira que trabalhou com a Opera no desenvolvimento de uma versão melhorada de seu Opera Mini 5, que oferece acesso à Internet para celulares de baixo e médio custo conectados a redes de telefonia móvel mais básicas, ou de segunda geração (2G).

As ações da Opera, negociadas na bolsa de Oslo, subiram em 7 por cento depois do anúncio. As da Vodafone, que caíram na terça-feira depois que sua parceira norte-americana de joint venture, Verizon Communications, disse ver pouco benefício em uma fusão com o grupo britânico, revelavam mais de 1 por cento de queda no pregão matinal.

As operadoras de telefonia móvel estão ansiosas por elevar a receita gerada pela Internet e pelo fenômeno das redes sociais, enquanto a receita das tradicionais chamadas de voz recua nos mercados maduros, saturados pela forte competição.

"Com esse produto, poderemos transformar até mesmo os celulares básicos em aparelhos de grande capacidade de acesso à Internet, permitindo que milhões de pessoas desfrutem dos benefícios sociais e econômicos da rede, já considerados comuns por tantos outros usuários," disse Jonathan Bill, diretor de serviços de Internet da Vodafone para mercados emergentes.

O navegador para celulares da Opera comprime os dados, economizando banda e poder de processamento.

Diversos aplicativos da Vodafone, que oferecem conteúdo, notícias atualizadas e jogos, estão em desenvolvimento.

A Vodafone informou que os aplicativos seriam projetados de forma a oferecer maior benefício social aos usuários, como serviços de e-mail, de empregos e de compra e venda.

O serviço será lançado na Índia, África do Sul, Turquia, Tanzânia e Egito, no primeiro momento, mas outros mercados devem ser atendidos no futuro próximo.

(Reportagem de Kate Holton e Georgina Prodhan)