Discovery deixa estação espacial; pousa 2a-feira na Terra

sábado, 17 de abril de 2010 16:30 BRT
 

Por Irene Klotz

CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) - O ônibus espacial Discovery deixou a Estação Espacial Internacional neste sábado, encerrando uma permanência de 10 dias para entrega de suprimentos e peças sobressalentes, antes que a Nasa aposente sua frota no fim deste ano.

O piloto Jim Dutton impulsionou suavemente os motores de navegação para retirar o ônibus espacial de seu porto na Estação às 12h52 (9h52 no horário de Brasília). A nave partiu a uma velocidade de 350 km/h em direção à Nova Guiné, no sudoeste do Oceano Pacífico.

"Obrigado por sua hospitalidade", disse o comandante do Discovery, Alan Poindexter , por rádio, em mensagem à tripulação da estação. "Nós desfrutamos cada minuto".

Está previsto que a Discovery retorne ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida, na segunda-feira, no mesmo dia que sua nave-irmã Atlantis deve ser enviada à plataforma de lançamento para iniciar os preparativos de seu voo final, em 14 de maio.

Além de terem entregado novos apetrechos para os experimentos, uma nova cama e um quarto escuro para um laboratório, os astronautas fizeram três caminhadas no espaço para instalar um novo sistema de esfriamento de amoníaco na estação, embora ainda tenha que ser resolvido um problema de válvulas, antes do novo equipamento ser posto em funcionamento.

A Nasa avaliou a possibilidade de aumentar um dia de estada da Discovery para que os astronautas Rick Mastracchio e Clay Anderson pudessem caminhar pela quarta vez do lado de fora da nave e instalar um tanque sobressalente de nitrogênio. O nitrogênio é necessário para a pressurização do equipamento de esfriamento, que dissipa o calor do sistema eletrônico da estação.

Mas os diretores de voo decidiram manter a partida na hora marcada e deixar o reparo para os astronautas da estação ou para a próxima equipe de outra viagem do ônibus espacial.

Com o regresso da Discovery, a Nasa fará apenas mais três viagens à estação antes de as naves serem retiradas de operação.

A Casa Branca não quer que seja realizada uma planejada missão à Lua e, em vez disso, pretende redirecionar os trabalhos da Nasa para pesquisa e experiências tecnológicas que culminem com uma missão tripulada a um asteróide dentro de 15 anos e uma missão até Marte nos anos 2030.

Enquanto isso, a Rússia enviará astronautas à Estação Espacial até que uma empresa privada dos EUA tenha condições de mandar pessoas à órbita, um esforço que o presidente dos EUA, Barack Obama, pretende apoiar com estímulos por cinco anos no valor de 6 bilhões de dólares.