Metas de novo plano da Panasonic geram dúvidas sobre empresa

sexta-feira, 7 de maio de 2010 09:38 BRT
 

Por Kiyoshi Takenaka

TÓQUIO (Reuters) - A Panasonic previu uma alta anual de 31 por cento em seu lucro, devido à expansão das vendas de TVs de tela plana e cortes de custos, mas ofereceu uma meta trienal para margens de lucros que despertou dúvidas sobre sua capacidade de acompanhar o ritmo dos rivais asiáticos.

Sob um novo plano de negócios, a Panasonic anunciou que planeja dobrar sua margem de lucro operacional, para cinco por cento ou mais até março de 2013, enquanto expande vendas em um terço, a 10 trilhões de ienes (110,2 bilhões de dólares).

A projeção de margens é equivalente à metade dos 10 por cento pretendidos inicialmente pelo presidente Fumio Ohtsubo quando ele assumiu o comando da fabricante de eletrônicos em 2006, e bem abaixo dos oito por cento registrados pela rival sul-coreana Samsung Electronics no ano passado.

"Pretender uma margem de lucro operacional de cinco por cento é muito pouco", disse Mitsushige Akino, diretor geral de fundos na Ichiyoshi Investment Management.

"A meta seria aceitável no passado, quando a concorrência era japonesa. Mas agora empalidece diante da Samsung, e existem fabricantes chineses que serão rivais da Panasonic no futuro", acrescentou.

A Panasonic, quarta maior fabricante mundial de TVs de telas planas, atrás de Samsung, Sony e LG Electronics, previu lucro operacional total de 250 bilhões de ienes no ano fiscal que se encerra em março de 2011, 31 por cento superior ao do período precedente, quando o lucro mais que dobrou.

A estimativa ficou abaixo do consenso em 276,5 bilhões de ienes obtido em pesquisa com 20 analistas pela Thomson Reuters I/B/E/S, e reflete a preocupação da Panasonic quanto à força do iene, que prejudica seus lucros internacionais, e à ferrenha competição de preços.

A fabricante dos televisores Viera e das câmeras digitais Lumix iniciou produção em novas fábricas de paineis de plasma e LCD este ano, no Japão, com o objetivo de aproveitar a demanda crescente por televisores dessas tecnologias.