May 14, 2010 / 3:07 PM / 7 years ago

ENTREVISTA-Após Sun, Oracle segue atenta a aquisições

6 Min, DE LEITURA

<p>O bilion&aacute;rio e ambicioso presidente da Oracle, Larry Ellison. 12/03/2010Danny Moloshok</p>

Por Jim Finkle

BOSTON, Estados Unidos, 14 de maio (Reuters) - O bilionário Larry Ellison transformou a Oracle em uma das empresas de tecnologia mais poderosas do mundo com uma série de aquisições. Em entrevista à Reuters, o presidente-executivo da companhia fala sobre a concorrência com a IBM e a EMC, planos para novas aquisições e possíveis planos de quem irá sucedê-lo na Oracle.

P. Agora que a Oracle vende tanto software quanto hardware, qual é estratégia de aquisição?

R. Faremos aquisições em praticamente todas as áreas. Talvez não tanto no setor de bancos de dados, mas mesmo em áreas relacionadas. Faremos aquisições (nos setores de) armazenamento, redes, todo tipo de ferramenta básica de gerenciamento de softwares e aplicativos em diversas indústrias.

P. O senhor não citou semicondutores.

R. Creio que seja possível imaginar mais aquisições em chips para diversas coisas, como segurança, por exemplo. Eu realmente não posso detalhar tudo isso, mas verá que estamos bem envolvidos em chips. Creio que muitas das coisas que a Oracle produz em software no momento têm uma relação com chips.

P. A Oracle não é mais apenas uma produtora de softwares. O que é a Oracle?

R. A Oracle é uma empresa de sistemas. Não somos uma fabricante de hardware. Não somos uma fabricante de software. Somo uma empresa de sistemas. Queremos oferecer sistemas completos. Agora, claro que somos uma empresa de software. Se você quiser comprar nosso banco de dados, Deus o abençoe.

Vendemos componentes de sistemas, como bancos de dados e middleware e sistemas operacionais e chips e todas essas outras coisas. Vendemos até cabeças magnéticas de fita para a HP. Então, com certeza, nos encaixamos no setor de componentes de sistema. Onde achamos que ganharemos dinheiro.

Onde achamos que conseguiremos nos diferenciar da IBM e de todo mundo é na criação de sistemas completos e integrados, desde chips até o software, todos no mesmo pacote. Não é preciso contratar alguém para integrar o sistema. Muitas dessas coisas já viriam integradas, o que deve tornar o produto mais seguro, mais barato. Já fica pronto para ser usado. Esse é o nosso objetivo. Não vender partes cada vez menores, mas vender partes cada vez maiores para centros de dados.

P. Qual sua meta de longo prazo para a Oracle?

R. Nós focamos na IBM como concorrente. Já superamos a IBM no mercado de bancos de dados. É uma diferença mínima, mas acho que já somos líderes em middleware com a IBM em segundo. Gostaríamos de bater a IBM em servidores de topo de linha, consideramos isso muito importante. E gostaríamos de ultrapassar a EMC no setor de armazenamento.

P. Querem ultrapassar a EMC no setor de armazenamento? Vocês precisariam fazer algumas aquisições primeiro?

R. Creio que deve haver pouca tecnologia que precisamos adquirir. Para concorrer com a IBM, não. Acho que temos tudo o que precisamos para superar a IBM em servidores. Talvez teremos que desenvolver tecnologias, mas não negócios, aquisições para bater a EMC. Mas acho a EMC vulnerável.

P. Por quê?

R. Acho que suas tecnologias estão envelhecendo. Por exemplo, nossa tecnologia de armazenamento Exadata. Os servidores de armazenamento Exadata são muito mais rápidos, mais baratos e mais confiáveis que qualquer coisa que a EMC tenha.

P. Quão importante é o produto Exadata para a Oracle hoje?

R. No momento, estamos gerando quase 1 bilhão de dólares com esse produto que é relativamente novo. Creio que, daqui alguns anos, o sucesso do Exadata será medido em bilhões de dólares por ano com novas vendas. Poderia chamá-lo de nosso iPhone.

P. Marc Benioff, presidente da Salesforce.com, disse que vocês avaliaram a compra da empresa. O que pode dizer sobre isso?

R. Olhamos com muito cuidado e decidimos não fazer porque era muito caro para o dinheiro que eles faturam. Isso ainda é verdade hoje e não gostamos de comprar companhias que não podemos torná-las lucrativas praticamente imediatamente. Então a Salesforce seria um problema para nós. Preço muito alto e lucros mínimos.

P. Por quanto tempo planeja continuar como presidente da Oracle?

R. Vamos ver. A menos que eu comece a velejar mais do que eu faço agora. Eu não tenho planos de me aposentar. Eles podem me demitir, mas não planejo me aposentar.

P. Há um plano de sucessão?

R. A Oracle tem muitos executivos talentosos que poderiam ser presidentes de muitas outras companhias se quisessem. Acho que o conselho terá um boa lista de escolhas caso decidam me substituir.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below