Falta de componentes no mercado de eletrônicos pode ir até 2011

sexta-feira, 21 de maio de 2010 17:28 BRT
 

Por Georgina Prodhan

PARIS (Reuters) - A falta de componentes eletrônicos no mercado, que já prejudicou a produção da Alcatel-Lucent e da Ericsson, entre outras, pode durar até o segundo semestre de 2011, o que deve limitar a capacidade de fabricantes de eletrônicos frente à crescente demanda.

Chips de memória e outros componentes fundamentais como resistores e capacitores estão em falta após fabricantes cortarem a produção, demitirem funcionários, terem adiado a compra de equipamentos e terem ido à falência durante a recessão.

Contrastando com o que aconteceu em 2001, após o estouro da bolha da Internet, hoje as fabricantes de componentes para as indústrias de eletrônicos, telecomunicações, automóveis e energia solar não estão correndo atrás para atender à demanda em curto prazo, para não arriscar outra bolha prestes a estourar.

Desta vez, importantes fornecedores de componentes, como Hynix, Toshiba e Murata estão de olho no longo prazo, levando em conta o quão sustentável será a demanda antes de fazer grandes investimentos em novos equipamentos e no quadro de funcionários.

"O que vimos foi uma resposta importante das indústrias de baixo capital para trazer a capacidade de produção de volta a um bom nível, mas as indústrias de capital alto estiveram mais relutantes, especialmente no setor de chips", disse Tom Georgens, presidente-executivo da NetApp, que fabrica equipamentos de armazenamento.

Segundo o chefe de operações da gigante de telecomunicações norte-americana AT&T, John Stankey, a dificuldade de conseguir as partes foi exacerbada pelo fato de que muitas das fabricantes eram pequenas empresas chinesas que foram à falência com a recessão.

"Havia um grande número de fornecedoras de componentes que fabricavam os componentes necessários para placas e cartões usados em eletrônicos e PCs que não sobreviveram à queda na produção e foram à falência", disse Stankey.

"De repente, havia um transistor que era fabricado por apenas três pessoas em todo o mundo, e agora há apenas duas".   Continuação...