Telefónica contata acionista da Portugal Telecom por Vivo

terça-feira, 25 de maio de 2010 08:10 BRT
 

MADRI (Reuters) - A Telefónica inicia na quarta-feira uma série de contatos com investidores institucionais da Portugal Telecom em busca de apoio para sua oferta pela Vivo, disseram fontes próximas do assunto nesta terça-feira.

"A Telefónica se reunirá a partir desta quarta-feira com uma série de investidores da Portugal Telecom em Frankfurt, Londres e Nova York, para explicar a oferta pela Vivo", disse uma das fontes em Madri.

A maioria dos investidores da Portugal Telecom são estrangeiros e muitos deles, como Deutsche Bank e Credit Suisse, são também acionistas do grupo espanhol, disse outra fonte.

A Telefónica apresentou no começo de maio oferta de 5,7 bilhões de euros pela participação de 31,8 por cento que a Portugal Telecom tem na Vivo, mas o conselho de administração do grupo português recusou a proposta afirmando que a operação no Brasil é fundamental para seu futuro crescimento.

A companhia espanhola, que também possui 31,8 por cento da Vivo, compartilha a gestão da operadora celular brasileira nos últimos 10 anos. Mas há tempos a Telefónica afirma que quer tomar o controle da Vivo para integrá-la à Telesp, operadora fixa da empresa no Estado de São Paulo.

A Telefónica justifica o plano com as significativas sinergias que vai gerar com a fusão, enquanto sustenta que o valor oferecido, que representa um prêmio de 145 por cento sobre o preço de mercado, corresponde a uma oportunidade única de criação de valor para a Portugal Telecom.

"Acreditamos que os acionistas deveriam ser consultados nesse processo", disse em meados deste mês o diretor de finanças da Telefónica, Santiago Fernández Valbuena, em entrevista a jornalistas.

A oferta pela Vivo segue de pé até 6 de junho, mas a Telefónica disse que poderá prorrogar a proposta caso ela seja apresentada aos acionistas da Portugal Telecom.

A própria Telefónica detém 10 por cento da Portugal Telecom e, entre o grupo de investidores estrangeiros, estão também nomes de peso como Brandes Investment e Black Rock, com participações superiores a 5 por cento.

(Por Robert Hetz)