Microsoft reestrutura divisão de celulares e videogames

terça-feira, 25 de maio de 2010 14:59 BRT
 

SEATTLE (Reuters) - A Microsoft retirou o chefe da divisão de celulares, videogames e outros aparelhos de consumo nesta terça-feira, permitindo que dois executivos de escalão mais baixo se reportem diretamente ao presidente-executivo da companhia, Steve Ballmer.

A decisão acontece enquanto a maior produtora de software do mundo está enfrentando competição cada vez mais forte do iPhone, da Apple, e do sistema operacional Android, do Google, voltados ao mercado de smartphones.

Integrante da equipe da Microsoft há 22 anos, Robbie Bach, 48, liderou a unidade de entretenimento e aparelhos da companhia desde sua criação em 2005, e foi responsável pelo lançamento original do console Xbox em 2001. Ele vai se aposentar no segundo semestre, informou a Microsoft.

A partir de 1o de julho, os dois vice-presidente seniores encarregados pelas áreas de videogames e celulares, Don Mattrick e Andy Lees, respectivamente, vão se reportar diretamente a Ballmer.

"Talvez seja tempo para uma nova liderança", disse o analista Matt Rosoff, da empresa de pesquisa independente Directions on Microsoft. "Eles realmente têm enfrentado dificuldades para conseguirem tração para a área de celulares há algum tempo."

A unidade de entretenimento e aparelhos é a quarta maior das cinco divisões operacionais da Microsoft --atrás do Windows, Office e servidores-- e deve registrar mais de 18 bilhões de dólares em receita para ano que se encerra em 30 de junho.

No trimestre passado, a divisão contribuiu com 11 por cento das vendas da Microsoft e 3 por cento do lucro operacional.

A unidade desenvolveu com sucesso o Xbox, mas até agora não conseguiu impacto com o player de música digital Zune e está perdendo terreno na arena dos celulares inteligentes.

Somente 10 por cento dos smartphones vendidos nos Estados Unidos no primeiro trimestre executavam Windows, segundo a empresa de pesquisa de mercado NPD Group. Enquanto isso, a Apple teve participação de 21 por cento, Google 28 por cento e a Research in Motion, produtora do BlackBerry, com 36 por cento.   Continuação...