Estudo diz que iPad é mais caro na Europa e mais barato nos EUA

segunda-feira, 31 de maio de 2010 14:26 BRT
 

Por Rob Taylor

CANBERRA, Austrália, 31 de maio (Reuters) - A Grã-Bretanha e a Europa são os lugares mais caros do mundo para se comprar o iPad, da Apple, com preços cerca de 25 por cento maiores que nos Estados Unidos, de acordo com um estudo.

Os preços do tablet deveriam ser similares ao redor do mundo, se forem feitos ajustes em taxas de câmbio, mas o índice australiano CommSec iPad afirma que os países mais baratos para se comprar o aparelho, além dos Estados Unidos, estão na Ásia.

"No Reino Unido, Alemanha, França e Itália, os custos de um iPad são 20 a 35 por cento maiores que nos Estados Unidos", disse Craig James, economista-chefe da divisão de ações do Commonwealth Bank da Austrália.

"A questão é se a Apple fixou o preço de seu produto demasiado elevado para o mercado europeu, ou se a libra esterlina e o euro precisam se desvalorizar ainda mais para que o preço global se alinhe."

O índice CommSec é uma variação moderna do conhecido índice Big Mac compilado pela revista The Economist e compara o preço do iPad em 10 países, incluindo Alemanha, França, Itália, Suíça, Espanha, Grã-Bretanha, Japão, Austrália e Canadá.

O preço da versão mais barata do iPad nos EUA é de 499 dólares e na Grã-Bretanha o valor avança para 620 dólares o modelo mais básico, de 16 gigabytes.

O produto, segundo a CommSec, é idêntico em todo o mundo e assim, teoricamente, a única diferença de preços deveria vir de frete e impostos locais.

Mas os temores envolvendo a dívida soberana na Europa e na Grã-Bretanha abalaram o euro e a libra nos últimos meses, tumultuando os mercados cambiais.