Telefónica eleva em 14% oferta por fatia na Vivo

terça-feira, 1 de junho de 2010 16:37 BRT
 

Por Sérgio Gonçalves

LISBOA, 1o de junho (Reuters) - A Telefónica aumentou sua oferta pela participação na Vivo detida pela Portugal Telecom em 14 por cento, para cerca de 6,5 bilhões de euros (7,9 bilhões de dólares), afirmaram duas fontes próximas das negociações nesta terça-feira.

Uma das fontes informou ainda que o conselho da Portugal Telecom iniciou reunião extraordinária para discutir a nova oferta e a expectativa é de que o conselho convoque uma assembleia de acionistas para discutir a proposta.

"Um valor destes tem de ir à votação na assembleia", disse a fonte. Segundo ela, a Telefónica tem insistido que a alienação da participação na Vivo seja decidida pelo conjunto dos acionistas numa assembléia geral extraordinária.

No mês passado, a Telefónica anunciou oferta de 5,7 bilhões de euros pela participação de 50 por cento detida pela Portugal Telecom na Brasicel, controladora da Vivo. O valor foi rejeitado pelo conselho da empresa portuguesa.

Não foi possível entrar em contato com um representante da Portugal Telecom e a Telefónica declarou que não comentará o assunto.

Representante do ministério das Obras Públicas, Telecomunicações e Transportes de Portugal afirmou que o "ministério, por norma, não comenta assuntos internos da Portugal Telecom". A pasta detém poder de veto sobre decisões importantes da companhia por causa da "golden share" que o governo português possui na empresa.

A Telefónica, que enfrenta um mercado doméstico fraco na Espanha e começa a sentir a pressão da concorrência das empresas de telecomunicações do magnata mexicano Carlos Slim na América Latina, quer acelerar seu crescimento no Brasil e fundir a Vivo com a sua unidade de telefonia fixa Telesp.

O presidente-executivo da PT, Zeinal Bava, no entanto, já afirmou que a venda da Vivo significaria "amputar o futuro" da companhia portuguesa.

As ações da Vivo subiam cerca de 2 por cento às 16h35, a 50,94 reais, enquanto o Ibovespa operava em baixa de 1,3 por cento.