Concorrência maior no varejo online no Brasil pressiona B2W

terça-feira, 8 de junho de 2010 17:07 BRT
 

Por Vivian Pereira

SÃO PAULO (Reuters) - O consumo aquecido em meio ao ambiente econômico favorável e à ampla oferta de crédito tem levado a uma concorrência cada vez mais acirrada no segmento de comércio eletrônico no Brasil.

Embora seja considerado um mercado ainda em fase inicial, dado que a compra pela Internet ainda não representa uma prática comum para muitos brasileiros, o maior poder de compra da população --especialmente da classe C-- vem impulsionando as vendas online.

Conforme pesquisa divulgada na segunda-feira pela consultoria norte-americana Survey Sampling International, 36 por cento dos brasileiros ficaram "altamente satisfeitos" com suas compras online em 2009, perdendo apenas para os norte-americanos, com 47 por cento.

O levantamento apontou que a principal razão para tal satisfação são os preços mais baixos em relação às lojas físicas.

Apoiadas no cenário favorável ao consumo no mercado interno, as lojas virtuais das principais varejistas do país passaram a ganhar peso em suas estratégias de operações. Além disso, grupos que estavam fora desse canal de vendas resolveram marcar presença.

"A entrada de novas empresas no setor é positiva e um movimento necessário para não perder espaço", afirmou o analista Cauê Pinheiro, da SLW, referindo-se ao Carrefour, o último entre os supermercadistas a aderir ao comércio eletrônico.

No início de março, o Carrefour lançou sua plataforma para vendas online no Brasil, com investimento de 50 milhões de reais. O grupo francês espera estar entre os cinco maiores do comércio eletrônico brasileiro até 2011.

O Wal-Mart, por sua vez, tem a meta de crescer "no mínimo 100 por cento" em vendas online neste ano na comparação com 2009. A empresa, que não divulga dados de vendas no Brasil, conta com 50 mil itens disponíveis em sua loja virtual no país, lançada em 2008.   Continuação...