Serviço de videogames "em nuvem" OnLive será lançado dia 17

terça-feira, 15 de junho de 2010 11:00 BRT
 

LOS ANGELES, 15 de junho (Reuters) - A OnLive anunciou na terça-feira uma pacote inicial de jogos e um novo plano de preços em preparativo para o lançamento do aguardado serviço de videogames "em nuvem".

A OnLive surgiu em 2009, depois de anos de desenvolvimento discreto, com o plano de oferecer acesso instantâneo a videogames armazenados remotamente em suas centrais de processamento. O lançamento está sendo acompanhado com atenção pelo setor, porque representa ameaça aos jogos tradicionais que usam consoles.

A companhia vai oferecer mais de 20 jogos para locação ou aquisição quando lançar o serviço em 17 de junho, incluindo títulos como "Assassin Creed II", "Mass Effect II", e "Batman: Arkham Asylum".

Quase todas as grandes distribuidoras de videogames vão oferecer jogos por intermédio do novo serviço, com a notável exceção da Activision Blizzard, maior distribuidora independente do mundo, por valor de mercado.

A OnLive estará disponível gratuitamente no primeiro ano de uso nos Estados Unidos, por meio de uma oferta de prazo limitado patrocinada pela operadora de telecomunicações AT&T, que investiu no serviço.

A companhia não informou o preço que planeja cobrar pelas assinaturas mensais no futuro, anunciando apenas que será substancialmente inferior aos 14,95 dólares anunciado inicialmente. O serviço pode ser acessado por meio de um computador pessoal comum, e estará disponível para televisores posteriormente, segundo a companhia.

Os jogos custam até 60 dólares em caso de compra, preço comparável ao varejo tradicional, e a OnLive tem uma participação. A empresa também oferecerá aluguel por 3 ou 5 dias por preços inferiores a 10 dólares.

Steve Perlman, o presidente-executivo da OnLive, informou que os distribuidores estão ansiosos pelo sucesso de sua companhia porque jogos distribuídos digitalmente oferecem margens bem melhores do que os jogos vendidos em mídia física. A tecnologia também ajuda a eliminar o mercado de revenda de jogos, que não propicia qualquer lucro às distribuidoras.

"As distribuidoras vinham pressionando os fabricantes de consoles por uma solução para a questão dos jogos usados, mas eles não desenvolveram nenhuma. O OnLive resolve o problema", disse Perlman.   Continuação...