Banda larga móvel supera fixa no Brasil no 1o trimestre

sexta-feira, 18 de junho de 2010 14:23 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O número de acessos em alta velocidade à Internet por dispositivos sem fio no Brasil superou o volume de acessos fixos pela primeira vez no primeiro trimestre deste ano, aponta um levantamento divulgado nesta sexta-feira.

Ao final dos três primeiros meses deste ano, o total de acessos à Internet por banda larga móvel somou 11,9 milhões ante 11,8 milhões de acessos fixos, afirma levantamento da consultoria de telecomunicações Teleco em parceria com a fabricante chinesa de equipamentos Huawei.

Com isso, a consultoria reviu suas estimativas para 2010 para um total de 18 milhões de acessos móveis e 13 milhões de fixos ante previsão anterior de 15 milhões de acessos em banda larga móvel e 14 milhões por redes fixas este ano.

O desempenho do primeiro trimestre marca uma expansão de 70 por cento no número de acessos móveis à Internet em alta velocidade em relação aos 7 milhões do final de 2009, segundo o levantamento.

Enquanto isso, a base de linhas fixas de banda larga cresceu apenas 3,5 por cento na comparação com os 11,4 milhões do ano passado, ressaltando a urgência das operadoras de telecomunicações em reforçar suas ofertas de Internet móvel.

Recentemente, a Vivo, maior operadora celular do país, anunciou plano para expandir sua cobertura de acesso em tecnologia de terceira geração (3G) de 600 para cerca de 2.800 cidades do país até o final de 2011.

Segundo o levantamento da Teleco, a banda larga móvel representou no primeiro trimestre 15 por cento da receita das operadoras celulares do país ante 11,5 por cento um ano antes.

Do total de acessos móveis no primeiro trimestre, 8,7 milhões foram feitos por celulares enquanto o restante por modems.

Apesar do crescimento vigoroso, "a densidade de banda larga no Brasil está abaixo da média mundial", afirma o levantamento, citando ainda que os preços da banda larga móvel no Brasil são maiores que os praticados na América Latina e Europa, "influenciados pela carga tributária e pelo subdimensionamento das redes, em especial em relação à capacidade das redes de transmissão".

(Por Alberto Alerigi Jr.)