Cuba avança pouco no acesso à Internet e telecomunicações

sexta-feira, 18 de junho de 2010 16:56 BRT
 

Por Marc Frank

HAVANA (Reuters) - O acesso da população cubana a meios para se comunicar entre si e com o resto do mundo continuou bem abaixo da média para as regiões do Caribe e da América Latina em 2009, segundo dados divulgados pelo governo de Cuba nesta semana.

Apesar da legalização de celulares no país em 2008, há apenas 1,8 milhão de linhas telefônicas no país, ou 15,5 linhas para cada 100 habitantes, menor índice da região de acordo com a União Internacional de Telecomunicações das Nações Unidas. Cerca de 800 mil são celulares.

Já computadores no país são 700 mil, ou 62 por cada 1 mil habitantes, ante uma taxa média de mais de 160 por cada 1 mil habitantes na região, e muitos dos PCs são encontrados em escritórios do governo e lugares como hospitais ou escolas.

Não existe banda larga no país e os poucos internautas cubanos sofrem com a demora para abrir seus e-mails ou ver fotos ou um vídeo. Isso também atrapalha as operações do governo e de negócios.

Cuba culpa o embargo norte-americano, uma vez que o país é forçado a usar um sistema de satélite, e tem limite no espaço que pode adquirir.

No ano passado, em medida que afrouxou o embargo de 48 anos de Washington a Cuba, o presidente norte-americano, Barack Obama, permitiu que empresas de telecomunicações dos EUA fornecessem serviços no país, como parte de estratégia para aumentar o contato "entre pessoas".

Embora líderes cubanos tenham recebido bem a medida, eles reiteraram seu pedido que Washington revogue o embargo, mas até o momento não houve progresso nesse sentido, afirmaram fontes do setor.

O Estado cubano detém o monopólio sobre as telecomunicações e economia do país.   Continuação...