Bancos colocam R$30 bi à disposição da Telesp--fonte

segunda-feira, 21 de junho de 2010 11:07 BRT
 

Por Cesar Bianconi e Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) - Cerca de cinco bancos colocaram 30 bilhões de reais à disposição da Telesp, unidade da espanhola Telefónica, para financiar a eventual aquisição do controle da operadora celular Vivo, disse à Reuters uma fonte envolvida nas negociações.

Telefónica e Portugal Telecom dividem a holding Brasilcel, sócia majoritária da Vivo, e os espanhóis ofereceram 6,5 bilhões de euros pela fatia dos portugueses na joint-venture.

A cifra disponível à Telesp representa mais que o dobro do valor que seria necessário para a transação, pouco acima de 14 bilhões de reais com base no euro a 2,20 reais. A quantia também sinaliza o apetite de bancos no Brasil para ampliar suas carteiras de crédito, sobretudo no segmento corporativo, em que o risco de inadimplência é menor.

Os acionistas da Portugal Telecom irão deliberar sobre a proposta da Telefónica em assembleia marcada para 30 de junho.

O Conselho da companhia portuguesa se posicionou contrário à venda pelo montante oferecido --já superior aos 5,7 bilhões de euros apresentados inicialmente-- e pede mais. A Telefónica, no entanto, confia que a maioria dos sócios do grupo português será favorável à operação.

Se for bem-sucedida, a Telefónica teria que gastar mais para comprar as ações ordinárias da Vivo nas mãos de minoritários e ainda estuda como faria a reorganização societária dos ativos no Brasil. Uma das alternativas seria usar a Telesp como veículo de compra da participação da Portugal Telecom na Vivo, incorporando a operadora móvel na fixa ou o inverso.

O modelo escolhido para selar a união de Telesp e Vivo, que criaria o maior grupo de telecomunicações do Brasil, levaria em conta o aproveitamento máximo de sinergias e de benefícios fiscais e financeiros, além de considerações regulatórias.

A Telefónica ofereceu à Portugal Telecom a opção de vender sua parcela na Vivo em uma única transação ou em etapas, sendo um terço imediatamente. O prazo para integração dos ativos no Brasil demoraria de um ano, no cenário otimista, a quatro anos.   Continuação...