Medida antipirataria dos EUA inclui sites estrangeiros

terça-feira, 22 de junho de 2010 16:44 BRT
 

Por Doug Palmer

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos fiscalizarão sites estrangeiros que estiverem pirateando músicas e filmes norte-americanos, em medida que faz parte de uma nova estratégia nacional para impedir a venda de produtos falsos e piratas, disse o vice-presidente, Joe Biden, nesta terça-feira.

"Isso é roubo, puro e simples", afirmou Biden em reunião com o procurador-geral Eric Holder, a secretária de Segurança Nacional Janet Napolitano e outros membros do gabinete para discutir a nova estratégia, que também inclui medidas para reduzir a pirataria e a falsificação no próprio país.

"É arrombar e tomar, não é diferente de um cara passeando pela Quinta Avenida que arromba a porta da Tiffany's e pega o que achar lá", disse o vice-presidente, em referência à famosa joalheria em Nova York.

Empresas norte-americanas estimam ter um prejuízo de bilhões de dólares por ano devido à pirataria e falsificação de itens como filmes, música e produtos de consumo, além de responsabilizar o comércio ilegal pela perda de empregos no país.

Os EUA lutam para fechar sites russos e chineses, entre outros países, que vendem músicas e filmes norte-americanos.

Biden afirmou que os EUA irão aumentar a pressão sobre governos estrangeiros para fechar os sites, denunciando atividades ilegais "o mais publicamente possível".

"Uma vez que expomos a governos estrangeiros que há comércio ilegal ocorrendo dentro de suas fronteiras, é sua responsabilidade agir", disse Biden.

O vice-presidente não citou exemplos de sites, mas um recente relatório da Representação Comercial dos EUA afirmou que o maior site de pesquisas da China, Baidu, está associado a entre 50 e 75 por cento de todos os downloads ilegais de música no país.

Já na Rússia, muitos sites continuam oferecendo downloads ilegais, embora o maior e mais famoso, Allofmp3, tenha sido fechado em 2007, segundo o relatório.

Empresas norte-americanas acolheram o plano aprovado pelo Congresso em 2008, que também inclui medidas para assegurar que o governo federal não compre produtos falsos.