8 de Julho de 2010 / às 13:58 / 7 anos atrás

Avião movido a energia solar completa 1o voo noturno

Por Vincent Fribault

PAYERNE, Suíça (Reuters) - Um avião movido a energia solar, com formato semelhante a um planador gigante, completou seu primeiro voo noturno usando apenas esse tipo de energia, disseram organizadores na quinta-feira.

O Solar Impulse, que tem a mesma envergadura de um Airbus A340, voou durante 26 horas e 9 minutos, alimentado apenas pela energia solar armazenada durante o dia. Foi também o voo mais alto e longo na história da aviação solar, segundo os responsáveis.

O suíço Bertrand Piccard, coordenador do projeto e conhecido por ter sido a primeira pessoa a dar a volta ao mundo em um balão de ar quente, em 1999, disse que o voo ilustra o potencial das energias renováveis e da tecnologia limpa. "Estamos à beira de um voo perpétuo", disse ele.

Em júbilo, o piloto André Borschberg disse à TV Reuters: "Foi inacreditável, um sucesso melhor que o esperado. Quase pensamos em torná-lo mais longo, mas (...) demonstramos o que queríamos demonstrar, então eles me fizeram voltar."

Borschberg, ex-piloto da Força Aérea Suíça, com 40 anos de experiência, foi recebido como herói na base aérea de Payerne, em Vaud (noroeste suíço), onde centenas de pessoas se reuniram ao amanhecer para assistir ao suave pouso da aeronave, feita de fibra de carbono.

O avião atingiu velocidade máxima de 126 quilômetros por hora, e média de 42,6 quilômetros por hora. Sua altitude máxima foi de 8.564 metros acima do nível do mar.

"O sucesso deste primeiro voo noturno de um avião com energia solar é crucial para o prosseguimento do projeto Solar Impulse", disse nota dos organizadores.

O modelo Solar Impulse HB-SIA tem 12 mil células fotovoltaicas instaladas nas suas asas de 64,3 metros. A partir desse protótipo, seus criadores pretendem montar um avião que seja capaz de atravessar o Atlântico e depois, em 2012, que dê a volta ao mundo.

Pesando apenas 1.600 quilos (igual a um carro médio), o avião usa quatro motores elétricos, alimentados por baterias de alto desempenho. O design da fuselagem contribui com a economia de energia.

O projeto tem orçamento de 100 milhões de francos (95 milhões de dólares), patrocinados por empresas como a indústria química belga Solvay, a marca de relógios Omega (parte do grupo suíço Swatch) e o banco alemão Deutsche Bank. A francesa Altran foi parceira na engenharia do projeto.

Reportagem adicional de Jesse Morgan

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