Nova-iorquino abre processo alegando ter 84% do Facebook

terça-feira, 13 de julho de 2010 09:21 BRT
 

Por Alexei Oreskovic

SAN FRANCISCO, 13 de julho (Reuters) - O Facebook está trabalhando para derrubar uma recente ordem de um juiz de Nova York sobre o bloqueio temporário de qualquer transferência de ativos da empresa, uma vez que o maior site de redes sociais do mundo responde a uma ação judicial movida por um nova-iorquino que alega ter 84 por cento da empresa.

Em uma ação cível aberta no mês passado, Paul Ceglia disse que assinou um contrato com o co-fundador do Facebook Mark Zuckerberg, em 2003, para desenvolver e fazer o design de um site.

Os termos do contrato designaram a Ceglia um pagamento de 1.000 dólares e participação de 50 por cento no produto, que acabou sendo lançado como thefacebook.com, de acordo com o processo.

O contrato também previa que Ceglia "iria adquirir uma participação adicional de 1 por cento no negócio por dia até que o site fosse concluído". Segundo o processo, em 4 fevereiro de 2004 a participação Ceglia no Facebook chegou a 84 por cento.

O registro do endereço "thefacebook.com" é datado de janeiro de 2004, segundo a empresa de registro de nomes de domínio Network Solutions.

O Facebook classificou o processo como completamente insignificante. A empresa afirma que o caso foi transferido para um tribunal federal no qual pediu que a ordem recente que restringe a transferência de ativos Facebook seja derrubada.

"A ordem não vai afetar nossa capacidade de fazer negócios e não acreditamos que tenha base legal", disse Barry Schnitt, do Facebook.

O Facebook, que tem cerca de 500 milhões de usuários, opera um serviço de redes sociais que está entre os sites mais populares da Internet.

Ceglia e seu advogado não puderam ser imediatamente contatados para comentar o assunto.

 
<p>Mark Zuckerberg fala em Cannes. O Facebook est&aacute; trabalhando para derrubar uma recente ordem de um juiz de Nova York sobre o bloqueio tempor&aacute;rio de qualquer transfer&ecirc;ncia de ativos da empresa, uma vez que o maior site de redes sociais do mundo responde a uma a&ccedil;&atilde;o judicial movida por um nova-iorquino que alega ter 84 por cento da empresa.23/06/2010.REUTERS/Sebastien Nogier</p>