Egito busca apoio de empresas de tecnologia para melhorar ensino

terça-feira, 13 de julho de 2010 19:31 BRT
 

Por Alexander Dziadosz

CAIRO (Reuters) - O Egito está buscando mais apoio de empresas como IBM para melhorar o ensino de tecnologia nas escolas do país, numa tentativa de expandir a indústria de terceirização que pode movimentar 10 bilhões de dólares por ano até 2020, disse uma autoridade sênior.

Operações terceirizadas, como suporte técnico e centrais de atendimento, trazem atualmente 1 bilhão de dólares em negócios por ano ao Egito, que quer abocanhar uma fatia maior dos negócios globais à medida que o declínio populacional e os elevados custos na Europa estimulam a ampliação dessas operações em outros locais.

Mas, apesar de algum sucesso, investidores estrangeiros frequentemente reclamam da falta de qualificação no Egito e dizem ter de pagar um prêmio para garantir funcionários com as capacidades técnicas e de idioma necessárias.

"Se você olha para a Europa, sabe-se demograficamente que há uma queda na disponibilidade de capital humano em certo momento", disse à Reuters o consultor de estratégia da Agência de Desenvolvimento da Indústria da Tecnologia da Informação (Itida, na sigla em inglês), Amin Khaireldin.

"Ou você faz terceirizações no exterior ou você importa pessoas. Os países europeus não querem importar pessoas."

Oracle, Microsoft e Stream Global Service estabeleceram operações no Egito nos últimos cinco anos, atraídas principalmente pela mão de obra barata, incentivos fiscais e por uma infraestrutura no setor de telecomunicações relativamente estável.

Khaireldin disse que a meta de gerar 10 bilhões de dólares através de serviços terceirizados até 2020 ainda é preliminar. "O desafio que o governo está me dando agora é desenvolver um programa para 10 bilhões, em vez de 1 bilhão", acrescentou.

Para estimular isso, a Itida --agência do Ministério das Comunicações criada para promover e alimentar a indústria de terceirização-- começou um programa anual com orçamento de 10 milhões a 12 milhões de dólares para ensinar a estudantes universitários o inglês, a como usar softwares da Microsoft e outras habilidades.