Indonésia exige que provedores bloqueiem pornografia na rede

quinta-feira, 15 de julho de 2010 12:26 BRT
 

JACARTA (Reuters) - A Indonésia, país muçulmano mais populoso do mundo, planeja aplicar uma controversa lei anti-pornografia para restringir sites pornográficos nos próximos meses, afirmou um porta-voz do ministério de Comunicações na quarta-feira.

A lei, aprovada em 2008 para proibir exibições públicas do corpo e comportamento que incite luxúria, é avaliada por muitos como sinal da crescente influência da vertente conservadora do islamismo na moderada Indonésia.

"Enviaremos um pedido formal aos provedores de Internet para serem mais pró-ativos a toda queixa relacionada a pornografia porque não temos os instrumentos para bloqueá-la", disse Gatot Dewa Broto.

Existem cerca de 180 provedores de Internet na Indonésia, incluindo os dez maiores como Telkom e Indosat, segundo Broto. O ministério ainda considera se haverá sanções para os que não acatarem a medida, acrescentou.

O órgão recebeu diversas reclamações, incluindo da comissão de proteção infantil do país e do grupo islâmico Muhammadiyah, sobre pornografia na Internet, afirmou Broto.

O ministério de Comunicações, encabeçado por um ministro de um partido islâmico, pretende aprovar outra regulamentação polêmica sobre conteúdo de Internet até o fim do ano, o que críticos enxergam como um esforço para minar a liberdade de expressão.

(Reportagem de Olivia Rondonuwu)