Vivo lucra mais no 2o trimestre e terá Telefónica no controle

quarta-feira, 28 de julho de 2010 12:54 BRT
 

Por Rodolfo Barbosa

SÃO PAULO (Reuters) - A Vivo teve uma quarta-feira agitada, com a divulgação de bom resultado para o segundo trimestre, mostrando alta no lucro, receita e geração de caixa, e anúncio de que a Telefónica por fim fechou acordo para comprar a participação da sócia Portugal Telecom na maior operadora de telefonia móvel do Brasil.

As duas notícias, principalmente a que veio da Europa, impulsionavam as ações da Vivo na Bovespa. Às 12h49, a ação ordinária subia quase 11 por cento, para 108 reais, com 115 negócios realizados. As preferenciais, que integram a carteira teórica do Ibovespa, ganhavam 5,25 por cento, a 48,75 reais.

Pela manhã, Portugal Telecom e Telefónica informaram que chegaram a um acordo para que o grupo espanhol adquira a fatia de 50 por cento que o grupo português tem na Brasilcel, holding em que ambas compartilham o controle da Vivo, por 7,5 bilhões de dólares.

Separadamente, a Portugal Telecom anunciou juntamente à Oi uma aliança que prevê uma participação de 22,4 por cento da companhia portuguesa na Oi.

Em teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre, o presidente da Vivo, Roberto Lima, disse não ser possível falar agora sobre mudanças nas projeções de resultado, de investimentos ou qualquer outra diretriz na administração da operadora móvel.

"No momento, não podemos antecipar nada sobre alterações na Vivo, isso é algo que só pode ser determinado com consulta aos acionistas", afirmou Lima.

"Por enquanto, vamos continuar trabalhando sem mudança. Fiquei muito feliz com nosso balanço trimestral, refletindo nossas boas operações e um rumo correto", acrescentou.

A expectativa de analistas é de expressivas sinergias graças à união de Vivo e Telesp, operadora de telefonia fixa no Estado de São Paulo controlada pela Telefónica no Brasil. Alguns calculam economias de até 4 bilhões de euros para a empresa combinada, que dará origem ao maior grupo de telecomunicações no Brasil.   Continuação...