Google diz que bloqueio a buscas na China pode ser defeito

sexta-feira, 30 de julho de 2010 10:14 BRT
 

Por Alexei Oreskovic

SAN FRANCISCO, 29 de julho (Reuters) - O Google anunciou nesta sexta-feira que um informe da empresa de que seus serviços de busca na China estavam sendo completamente bloqueados pode ser resultado de um problema técnico que gerou um exagero na falha.

As ações chegaram a cair quase 2 por cento na véspera depois que a empresa informou que em seu site que seus serviços de busca, publicidade e Internet móvel não podiam ser acessados na China.

As vendas de ações sublinha as atuais preocupações dos investidores quanto à fragilidade da posição do Google no país, depois que a empresa teve uma disputa pública com as autoridades chinesas sobre censura na Internet, meses atrás.

No entanto, alguns usuários de Internet na China não reportaram problemas de acesso ao serviço de buscas em chinês Google.cn.

O Google declarou mais tarde, em comunicado distribuído via email, que "devido à maneira pela qual medimos a acessibilidade na China, é possível que nossas máquinas tenham superestimado as dimensões do bloqueio".

"Parece ter sido isso que aconteceu na noite de ontem, quando houve um pequeno bloqueio. No momento, os usuários chineses aparentemente têm acesso normal a nossas propriedades", acrescentou a empresa.

O maior serviço mundial de buscas na Internet vem reportando perturbações esporádicas em seus serviços no território chinês, desde que ameaçou sair do país, em janeiro, devido às práticas de Pequim de censura da Internet e depois de um ataque de hackers.

O Google oferece atualizações públicas sobre a disponibilidade de seus serviços na China por meio de um site especial, o here

A empresa gera porção minúscula de sua receita anual de 24 bilhões de dólares na China, onde está em desvantagem diante da líder de mercado, a poderosa Baidu, uma empresa local.

Mas a China, o maior mercado mundial de Internet por número de usuários, representa importante oportunidade de crescimento para o Google, que viu desaceleração em mercados maduros como a Europa Ocidental e os Estados Unidos.