Guerra em smartphones prejudicará margens de fabricantes

sexta-feira, 30 de julho de 2010 12:02 BRT
 

Por Tarmo Virki

HELSINKI (Reuters) - Uma batalha cada vez mais aquecida no mercado mundial de celulares inteligentes deve prejudicar as margens de lucro dos fabricantes até o final do ano, disseram analistas nesta sexta-feira.

Todos os principais fabricantes de celulares, entre os quais Nokia, Samsung Electronics e Research in Motion, estão lançando novos modelos de celulares inteligentes para aproveitar as vendas da temporada de festas no quarto trimestre.

"O mercado de celulares inteligentes está se tornando pesadamente congestionado, à medida que grande número de fabricantes se esforça para alargar suas participações. A realidade do segundo semestre será bastante diferente," disse o analista Geoff Blaber, da consultoria britânica CCSInsight.

"O mercado crescerá em termos de volume mas a erosão de preços inevitavelmente resultará em baixas, já que o valor será capturado por uma minoria e não pela maioria," disse Blaber.

O grupo de pesquisa Strategy Analytics afirmou que a aceleração na oferta resultará em ganho de volume mas colocará pressão sobre as margens, porque os fabricantes batalharão para superar os rivais.

Os três maiores fabricantes mundiais de celulares --Nokia, Samsung e LG Electronics-- previram que a rivalidade no segmento de celulares inteligentes prejudicaria suas margens de lucro no período de abril a junho.

"Todos estão em meio a uma renovação de suas carteiras de produtos, com maior ênfase nos celulares inteligentes durante o segundo semestre," disse Ramon Llamas, analista da IDC.

"Ainda assim, a pressão para ganhar espaço da parte de fabricantes que hoje não fazem parte dos cinco mais do mercado, especialmente Apple e Motorola, resultará em forte concorrência nos futuros trimestres," acrescentou ele.

Nesta sexta-feira, a Samsung alertou sobre margens e crescimento de lucro mais fracos no segundo trimestre, depois de reportar que a margem de lucro de sua unidade de telecomunicações caiu a 7,2 por cento, em função do maior investimento em marketing, na ausência de um modelo forte de celular inteligente.

A Samsung está apostando no modelo Galaxy S, que chegou às lojas no mês passado, enquanto a Nokia conta com o N8, a ser lançado em breve, para aumentar participação no mercado de celulares de maior valor agregado.