ANÁLISE-Troca de cadeiras em telecomunicações debilita TIM e GVT

terça-feira, 3 de agosto de 2010 16:29 BRT
 

Por Rodolfo Barbosa

SÃO PAULO (Reuters) - As mudanças de posições anunciadas na semana passada na Oi e na Vivo criaram amplas perspectivas de convergência entre redes de telecomunicações no Brasil, mas debilitaram a TIM Participações e a GVT, que acabaram, por ora, sem uma opção clara de oferta de serviços integrados.

Para analistas, a TIM passa a ser uma operadora "incompleta" em relação às outras, que poderão oferecer pacotes de telefonia fixa e móvel, banda larga e TV por assinatura. A GVT, apesar de uma posição mais confortável, fica inclinada a buscar novas formas de atuação.

"Pode chegar um momento lá na frente em que haja necessidade de (a TIM) integrar as redes, embora os negócios em telefonia móvel estejam indo bem", afirmou o analista Luiz Fernando Azevedo, do Bradesco.

Na semana passada, a espanhola Telefónica finalmente encerrou sua disputa com a Portugal Telecom e acertou a compra da fatia da sócia portuguesa na Vivo. Ao mesmo tempo, a Portugal Telecom acertou a aquisição de 22,4 por cento da Oi, mantendo presença no mercado brasileiro.

A Telefónica conseguiu com a operação avançar na integração de seus serviços de telecomunicações, o que melhora as perspectivas dos negócios em telefonia fixa com a controlada Telesp, segundo analistas, ao mesmo tempo em que reforça a competitividade no serviço de longa distância.

Enquanto isso, a Oi, que já atua tanto em telefonia fixa quanto móvel, deve apostar mais na estratégia de convergência de serviços incluindo banda larga e TV paga, em meio ao encolhimento no negócio de telefonia fixa.

O mercado também aguarda movimentações da mexicana América Móvil, do bilionário Carlos Slim, que atua no Brasil por meio da Claro, segunda maior operadora móvel do país em clientes, e da Net, operadora de TV a cabo, além da empresa de longa distância Embratel.

"O Slim vai tentar unificar suas operações, todo mundo sabe disso. A questão agora é quando vai fazer isso", destacou o analista Leonardo Nitta, do BB Investimentos.   Continuação...