Mídias sociais custam bilhões a empresas britânicas

quinta-feira, 5 de agosto de 2010 15:03 BRT
 

Por Paul Casciato

LONDRES (Reuters Life!) - Funcionários que passam o tempo no Facebook, no Twitter e em outras mídias sociais da Web custam bilhões às empresas britânicas, apontou uma nova pesquisa.

O site de empregos britânico MyJobGroup.co.uk afirmou ter entrevistado mil trabalhadores britânicos e descoberto que quase seis por cento (ou 2 milhões) da força de trabalho britânica de 34 milhões gasta mais de uma hora por dia em sites de mídia social no trabalho, chegando a mais de um oitavo de todo o seu dia de trabalho.

"Nossos resultados mostram claramente que os trabalhadores britânicos estão gastando cada vez mais tempo no trabalho nas redes de mídia social, o que, se ficar sem controle, poderá ter repercussões negativas para a produtividade de muitas empresas em todo o país", disse o diretor-executivo do Myjobgroup.co.uk, Lee Fayer, em um comunicado com os resultados da pesquisa.

O MyJobGroup.co.uk afirmou que o tempo de trabalho perdido no Facebook, no Twitter e em outras redes de mídia social pode potencialmente estar custando à Grã-Bretanha cerca de 14 bilhões de libras (22,16 bilhões de dólares).

A pesquisa indicou que mais da metade dos trabalhadores britânicos (55 por cento) confessou acessar perfis de mídia social no trabalho. Muitos gastam tanto tempo com mensagens, fotos, vídeos e atualização de seus perfis que acabam afetando a produtividade das empresas.

Apesar dos efeitos negativos sobre a economia em meio a uma frágil retomada do crescimento, muitos trabalhadores entrevistados negavam os efeitos negativos da mídia social sobre a sua eficiência. Apenas 14 por cento dos pesquisados admitiram ser menos produtivos por causa das mídias sociais e 10 por cento alegaram que as mídias sociais os tornaram mais produtivos.

Além disso, ainda há ampla resistência ao banimento do acesso às redes sociais no trabalho. Mais de dois terços (68 por cento) defende alguma forma de acesso durante as horas de trabalho. Apenas um terço gostaria de ter os sites como Facebook, Twitter, Flickr e YouTube proibidos durante o horário de trabalho, o que demonstra a importância crescente da mídia social para a rotina diária e a grande resistência à limitação do acesso.