RIM está próxima de solução com Emirados Árabes, diz diplomata

terça-feira, 17 de agosto de 2010 15:36 BRT
 

ABU DHABI (Reuters) - Os Emirados Árabes Unidos e a canadense Research In Motion podem em breve chegar a uma solução para a disputa envolvendo aspectos de segurança do smartphone BlackBerry, afirmaram dois diplomatas do país nesta terça-feira.

A RIM conta com 500 mil usuários nos Emirados, que afirmou que irá suspender os serviços de email, mensagens instantâneas e o navegador do aparelho a partir de 11 de outubro, até que o governo tenha acesso a mensagens codificadas do BlackBerry.

"As negociações estão progredindo e esperamos chegar a uma conclusão em um futuro próximo", disse o embaixador do país nos Estados Unidos, Yousef Al Otaiba, a jornalistas após reunião com outros embaixadores dos Emirados em Abu Dhabi.

Questionado sobre a possibilidade do país conseguir um acordo semelhante ao fechado entre a RIM e a Arábia Saudita, Otaiba afirmou que cada país tem suas próprias regras e exigências.

"Podemos não conseguir o mesmo acordo que outros", disse o diplomata.

"As negociações estão em andamento e estamos esperançosos de uma solução rápida", disse outro diplomata dos Emirados, sob condição de anonimato.

A RIM aceitou dar acesso às autoridades sauditas aos códigos de monitoramento do BlackBerry Messenger, em medida para evitar que o serviço seja suspenso no país, disse uma fonte a par do assunto na semana passada.

A Índia, que também ameaça bloquear serviços do BlackBerry devido a questões de segurança interna, encaminhou um pedido formal às operadoras de telefonia móvel para que implementem um sistema de monitoramento dos serviços do smartphone até 31 de agosto.

A Índia é o maior país a entrar na disputa com a RIM, fabricante do aparelho que é conhecido por seus recursos de privacidade.

A RIM assegurou que irá conceder ao governo indiano acesso limitado às mensagens de BlackBerry até 1o de setembro, e prometeu esta semana que irá negociar o monitoramento de emails corporativos codificados, de acordo com uma fonte do governo indiano.

(Reportagem de Stanley Carvalho)