Novos detalhes sobre crise na HP definem futuro de ex-presidente

quarta-feira, 18 de agosto de 2010 09:54 BRT
 

Por Gabriel Madway

SAN FRANCISCO (Reuters) - Jodie Fisher, ex-prestadora de serviços para a Hewlett-Packard, alegou ter perdido seu emprego na empresa porque não quis fazer sexo com o ex-presidente executivo Mark Hurd, disse à Reuters uma fonte informada sobre o assunto na terça-feira.

Foi a primeira vez em que a natureza das alegações de Fisher foi reportada, já que a HP anteriormente havia se limitado a dizer que Hurd tinha sido acusado de assédio sexual, sem oferecer detalhes.

Hurd, 53 anos, renunciou em 6 de agosto depois que a HP o acusou de apresentar relatórios indevidos de despesas relativas a Fisher, embora uma investigação encaminhada pelo conselho da companhia não tenha encontrado provas de assédio sexual.

Hurd recebeu propostas de emprego tanto de grupos de capital fechado quanto de empresas de capital aberto logo que anunciou sua saída da HP, disse a fonte à Reuters.

Hurd "ainda ama a HP," afirmou a fonte, que diz conhecer as opiniões do executivo. Ele teria se decepcionado com a maneira como a HP lidou com as relações públicas e os vazamentos de notícias nos dias posteriores à sua renúncia.

O executivo ficou especialmente zangado com aparentes vazamentos de informações pelo conselho da HP, no domingo, segundo as quais sua decisão de resolver a queixa de Fisher por meio de um acordo havia interferido na investigação. Ele classificou essa interpretação como "mentira" completa, segundo a fonte.

O catalisador para a saída de Hurd foi a discordância entre ele e o conselho quanto a revelar ou não a acusação de assédio sexual, de acordo com a fonte.

Quando o conselho decidiu que era necessário revelar a acusação, Hurd e a HP "se encaminharam a uma separação," segundo a fonte.   Continuação...