Bank of America e Visa irão testar pagamentos com celulares

sexta-feira, 20 de agosto de 2010 10:45 BRT
 

Por Joe Rauch e Maria Aspan

CHARLOTTE, Carolina do Norte/NOVA YORK, 20 de agosto (Reuters) - O Bank of America, maior banco comercial dos Estados Unidos, e a Visa, maior processadora de pagamentos do mundo, planejam iniciar em setembro um programa de testes que permitirá que os consumidores utilizem smartphones para pagar por suas compras em lojas.

O programa, que se estenderá até o final do ano na região de Nova York, é o maior passo que as duas empresas já planejaram na direção da criação de uma "carteira digital" dotada de diversas capacidades financeiras e incorporada aos celulares inteligentes.

Grandes bancos, companhias de tecnologia e fabricantes de celulares norte-americanos estão brigando pela liderança nesse segmento que, na opinião de alguns especialistas, pode se tornar o meio primário para compras cotidianas.

A Visa também planeja conduzir um programa de testes semelhante com o US Bancorp este ano, segundo uma porta-voz da empresa. Uma porta-voz do US Bancorp confirmou que o banco iniciaria o projeto piloto em outubro.

Embora os pagamentos com celulares estejam em uso há anos em países como o Japão, a adoção da tecnologia vem sendo muito mais lenta nos EUA.

"Consideramos que essa seja uma capacidade crítica, dada a crescente aceitação e adoção de serviços bancários via celular," disse à Reuters Laurie Redhead, vice-presidente de comércio eletrônico no Bank of America.

O programa permitirá que funcionários e alguns clientes do banco na região de Nova York instalem pequenos chips fornecidos pela Visa e seus fornecedores de tecnologia nos celulares inteligentes. Os chips emitem sinais de rádio a distâncias muito curtas.

Os consumidores poderão usar os celulares em aparelhos instalados em pontos de venda --bastando acenar com o celular diante do dispositivo. Com isso, os dados bancários são recolhidos e as compras, concluídas.

O Bank of America não quis revelar o número de participantes no teste, e uma porta-voz do banco não comentou sobre o envolvimento da Visa.