Lei de segurança na computação deve ser votada este ano nos EUA

sexta-feira, 10 de setembro de 2010 11:35 BRT
 

Por Diane Bartz

WASHINGTON (Reuters) - Assessores do Congresso norte-americano conseguiram progredir na formulação de propostas de segurança na computação como parte de um grande projeto de lei, informaram funcionários do Legislativo, e a liderança do Senado incluiu o projeto na sua lista de medidas a serem aprovadas este ano.

Mas forte oposição setorial e as tensões entre os partidos ainda tornam improvável que um pacote legislativo abrangente seja aprovado em 2010.

O projeto requereria que as empresas que vendem 80 bilhões de dólares em software e hardware ao governo dos Estados Unidos a cada ano incorporassem determinado nível de segurança aos seus produtos --uma perspectiva potencialmente dispendiosa.

Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado, colocou o projeto no topo de sua lista de prioridades para aprovação no Senado este ano, disseram as fontes.

A medida é prioritária porque avanços na tecnologia resultaram em produtividade industrial reforçada, mas também deixaram as empresas e o governo dos EUA vulneráveis a espiões estrangeiros, como o provam uma violação de computadores das forças armadas norte-americanas conseguida em 2008 com o uso de um pen drive comprometido, e as ações de ladrões de identidades que conseguem obter grande volume de números de cartões de crédito de consumidores.

Esforços legislativos anteriores para enfrentar essas ameaças esbarraram em obstáculos impostos pelas empresas de tecnologia e telecomunicações. Elas se opõem firmemente a quaisquer requerimentos compulsórios --tais como certificação por profissionais de segurança na computação ou medidas que levariam a fechar certas partes de uma rede a fim de atenuar uma ameaça.

"Não creio que vá acontecer", disse Marcus Sachs, especialista em política da computação na Verizon Communications, à Reuters, sobre a perspectiva de que um projeto de lei seja aprovado este ano.

O projeto se baseia em um texto inicial dos senadores Joseph Lieberman, Susan Collins e Thomas Carper, e em uma segunda medida proposta pelos senadores John Rockefeller e Olympia Snowe.