Executivo da área de smartphones da Nokia renuncia

segunda-feira, 13 de setembro de 2010 14:52 BRT
 

LONDRES, 13 de setembro (Reuters) - O executivo responsável por smartphones e serviços da Nokia, Anssi Vanjoki, está se afastando do cargo após a nomeação de Stephen Elop como presidente-executivo da maior fabricante de celulares do mundo.

Vanjoki, que chegou à Nokia em 1991 e tem sido o principal executivo da área de soluções para celulares desde 2008, cumprirá um aviso prévio de seis meses e vai continuar com suas atuais funções, disse a Nokia em um comunicado divulgado nesta segunda-feira.

"Eu sinto que chegou a hora de buscar novas oportunidades em minha vida", disse Vanjoki, uma sincera e respeitada figura na indústria de telefonia móvel que era considerado o mais provável candidato interno para substituir o então presidente-executivo Olli-Pekka Kallasvuo.

Na sexta-feira, as ações da Nokia chegaram a subir quase 7 por cento, mas fecharam o dia com alta de apenas 0,6 por cento.

"Isso marca o final de uma era na Nokia e pode ser um sinal de que mudanças maiores na gestão estão por vir", disse a empresa britânica de pesquisa em telecom CCS Insight, em nota.

Vanjoki liderava os negócios de celulares de última geração e serviços, a área em que a companhia finlandesa mais sofre por conta da competição com o iPhone, da Apple, além dos mais recentes modelos de rivais, como o Droid da Motorola, nos Estados Unidos.

Ele era o responsável pela família de celulares Nseries, que incluía o smartphone N95, que fez sucesso em 2006. A Nokia não produziu mais nenhum smartphone de tamanho sucesso desde então.

Vanjoki afirmou ainda que estará no Nokia World, o evento anual da companhia, onde ele deverá fazer a palestra de abertura na terça-feira.

A Nokia anunciou na sexta-feira a contratação de Elop, um executivo canadense da Microsoft com credenciais do Vale do Silício, para substituir Kallasvuo e renovar a direção da companhia para competir com a Apple.

O presidente do conselho da empresa, Jorma Ollila, que fez a Nokia se transformar de um conglomerado de botas de borracha a televisores em uma gigante da telefonia celular na década de 1990, também disse na sexta-feira que poderia deixar a companhia após ajudar na troca do principal executivo.