Dell quer emplacar tablet Streak junto à comunidade médica

quarta-feira, 15 de setembro de 2010 11:34 BRT
 

Por Gabriel Madway

SAN FRANCISCO (Reuters) - A Dell deseja colocar seu novo computador tablet nos bolsos dos jalecos dos médicos, em um esforço para tornar o aparelho atraente a outros segmentos que não os consumidores comuns e vinculá-lo de maneira mais direta ao software da companhia.

A Dell anunciou na terça-feira que integrará o novo tablet Streak ao seu software de saúde já existente, permitindo que os médicos obtenham informações sobre pacientes e fichas médicas eletrônicas enquanto realizam seu trabalho diário.

A Dell lançou o tablet com tela de cinco polegadas no mês passado. Ele funciona com o sistema operacional Google Android e também serve como smartphone.

O Streak custa 549,99 dólares, ou 299,99 dólares com um contrato de telefonia de dois anos junto à AT&T. A empresa anunciou que espera convencer médicos a começar a testar o aparelho neste final de ano.

O Streak é um dos diversos tablets que chegaram e chegarão ao mercado este ano, depois do grande sucesso do iPad da Apple. Os tablets vinham sendo direcionados basicamente aos consumidores comuns, ainda que haja aparelhos com foco mais direto nos negócios em preparação para lançamento.

O mercado da saúde é um dos grandes focos da Dell. A empresa investiu 3,9 bilhões de dólares no ano passado para adquirir a Perot Systems, que tem uma forte base junto a clientes de saúde e atende à maioria dos hospitais e sistemas hospitalares dos Estados Unidos.

A Dell informou que o Streak pode ampliar a rede de informações de um hospital, permitindo acesso rápido e seguro a dados sobre um paciente.

"Quando projetamos o aparelho, pensamos naquilo que um médico gostaria; ele tem o tamanho perfeito para se encaixar no bolso do jaleco e permite que o usuário se comunique onde quer que esteja", disse Jamie Coffin, vice-presidente da divisão de saúde e ciências biológicas da Dell.

Ele afirmou que o iPhone da Apple é pequeno demais para que um médico o use a serviço dos pacientes e que o iPad não oferece funcionalidades suficientes.