Forças armadas dos EUA participarão de ciberdefesa

quinta-feira, 23 de setembro de 2010 14:19 BRT
 

Por Jim Wolfort

FORT MEADE, Maryland (Reuters) - As ciberdefesas expandidas do governo dos Estados Unidos seriam a melhor maneira de proteger redes de eletricidade, redes de fabricantes de armamentos e a infraestrutura comercial contra a "probabilidade real" de um ataque online destrutivo, afirmou o líder do novo Cibercomando das forças armadas.

Estender a proteção federal de alta tecnologia ao mundo comercial, o que inclui a possibilidade de proteger as redes financeiras, é uma questão complicada para as autoridades. Os problemas envolvem qual proporção do sistema proteger, quem se encarregaria de fazê-lo, como responder a qualquer ataque e a necessidade ou não de o Congresso delegar novos poderes.

O general Keith Alexander, do exército norte-americano, disse a repórteres na noite de quarta-feira que previa a criação de "uma zona segura e protegida" para certas porções críticas de infraestrutura, o que na prática criaria uma muralha entre elas e o restante da Internet, protegida por seus comandos.

"É isso que provavelmente faremos, e faz muito sentido," afirmou ele no início de seu depoimento ao Comitê das Forças Armadas da Câmara dos Deputados, na quinta-feira. "Foi o melhor em que pudemos pensar."

Alexander exerce dois comandos: além de liderar o novo Cibercomando, que se tornará plenamente operacional no mês que vem, também dirige a National Security Agency, organização altamente sigilosa subordinada ao Pentágono.

A NSA ajuda a proteger redes do governo contra penetrações, e opera um sistema mundial de espionagem eletrônica, por meio de satélites e estações terrestres.

A equipe de segurança nacional dos EUA diz que o risco de ataque computadorizado é alto porque o governo depende pesadamente da Internet pública, o que inclui fornecedores do Pentágono como Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman.

Alexander citou a criação de uma parceria com o Departamento de Segurança Interna, o FBI, o Departamento de Energia e outras agências, como parte de qualquer expansão dos esforços do governo para proteger serviços críticos, e ao mesmo tempo não interferir na Internet comercial.