Sites extremistas crescem e são difíceis de se policiar

segunda-feira, 4 de outubro de 2010 10:29 BRT
 

Por Michael Holden

LONDRES (Reuters) - As autoridades ocidentais afirmam que o número de sites extremistas está disparando, mas que continua difícil tomar medidas para removê-los. Segundo o diretor de uma unidade especial da polícia britânica, além de repressão, também é preciso aproximação.

Nos últimos anos, políticos e agências policiais de todo o mundo vêm expressando seus temores quanto ao uso da Internet por grupos militantes para radicalizar e recrutar pessoas para suas causas.

O atentado a bomba frustrado contra um jato de passageiros norte-americano, no Natal de 2009, e o caso do major do exército dos Estados Unidos que matou 13 pessoas em Fort Hood, Texas, também no ano passado, foram ambos vinculados a um líder religioso muçulmano que usa a Web para difundir suas visões favoráveis à Al Qaeda.

"Em medida considerável nos vemos envolvidos em uma corrida armamentista tecnológica contra os terroristas", disse Pauline Neville-Jones, ministra da Segurança britânica, em discurso em julho.

"A revolução nas comunicações facilitou aos grupos terroristas a aproximação a indivíduos vulneráveis com sua ideologia e propaganda extremista e violenta", afirmou.

Na semana passada, Ronald Noble, secretário geral da agência policial internacional Interpol, declarou em conferência entre líderes policiais, em Paris, que o número de sites extremistas estava "disparando", passando de 12 em 1998 a 4,5 mil em 2006.

"A ameaça é mundial; é virtual; e está à nossa porta", afirmou.

E como os países vêm reagindo?   Continuação...