Aquisição do Yahoo não resolverá sua crise de meia-idade

sexta-feira, 15 de outubro de 2010 12:40 BRT
 

Por Alexei Oreskovic e Sue Zeidler

SAN FRANCISCO/LOS ANGELES (Reuters) - O Yahoo não resolverá sua crise de meia-idade por meio de uma nova transação.

Alguns grupos de capital privado estão estudando a possibilidade de adquirir o Yahoo, em parceria com ativos de uma empresa como a AOL ou a News Corp..

Isso marcaria nova mudança para uma companhia que ajudou a definir a Internet duas décadas atrás, mas não conseguiu acompanhar seu ritmo. Em lugar disso, o Yahoo se estagnou, para vantagem de rivais como Google, Facebook e Twitter.

"O que o Yahoo deseja ser?", perguntou um executivo próximo às discussões entre os grupos de capital privado e as partes interessadas. É a mesma questão que os investidores vêm propondo desde que o Google superou a empresa pioneira de Internet.

Ao longo dos últimos 12 meses, o Yahoo considerou aquisições ousadas, a fim de manter sua posição de liderança quanto a novas tendências na Web. Estudou adquirir a companhia de serviços de localização Foursquare e também o site Groupon, que organiza compras em grupo e está em forte ascensão, de acordo com uma reportagem do blog de tecnologia AllThingsDigital.

Uma coisa que o Yahoo não seria é uma empresa de Internet com forte presença asiática.

De acordo com um cenário que fontes dizem ter sido discutido pelos grupos de capital privado interessados na compra, a transação dependeria o Yahoo vender seus preciosos ativos asiáticos de alto crescimento, entre os quais sua participação de 40 por cento no grupo chinês Alibaba e seus 35 por cento no Yahoo Japan.

Analistas estimam que esses investimentos sozinhos respondam por cerca de metade do valor de mercado do Yahoo e pela maioria de seu crescimento, e uma venda deixaria uma empresa de Internet que já passou do pico, com foco nos Estados Unidos e perspectivas incertas.

Desde que assumiu como presidente-executiva do Yahoo, em 2009, Carol Bartz vem se concentrando no conteúdo, desenvolvendo serviços de vídeo e adquirindo empresas como a Associated Content, que emprega freelancers para produzir artigos curtos e baratos sobre grande variedade de assuntos.