Número de usuários da Internet passará de 2 bilhões este ano--ONU

terça-feira, 19 de outubro de 2010 11:30 BRST
 

GENEBRA (Reuters) - O número de usuários da Internet ultrapassará os dois bilhões este ano, e se aproximará de um terço da população mundial, mas os países em desenvolvimento precisam reforçar o acesso a essa ferramenta vital para o crescimento econômico, afirmou uma agência das Nações Unidas na terça-feira.

O número de usuários dobrou nos últimos cinco anos, e se compara a uma população mundial estimada em 6,9 bilhões de pessoas, informou a União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Dos 226 milhões de novos usuários de Internet este ano, 162 milhões estarão nos países em desenvolvimento, onde o ritmo de crescimento agora é mais elevado, afirmou a UIT em relatório.

No entanto, pelo final de 2010, 71 por cento da população dos países desenvolvidos estará online, ante 21 por cento da população nos países em desenvolvimento.

A UIT afirmou que era especialmente importante que os países em desenvolvimento ampliassem a disponibilidade de conexões em banda larga.

"A banda larga será o próximo ponto de inflexão, a próxima tecnologia verdadeiramente transformadora", disse Hamadoun Touré, do Mali, secretário geral da UIT. "Ela pode gerar empregos, propelir o crescimento e a produtividade e dar base à competitividade econômica em longo prazo."

O acesso varia amplamente de região a região; na Europa, 65 por cento da população está online, adiante dos 55 por cento das Américas e de apenas 9,6 por cento na África e 21,9 por cento na região Ásia/Pacífico, informou a UIT.

O acesso à Internet nas escolas, empresas e lugares públicos é essencial para os países em desenvolvimento, nos quais apenas 13,5 por cento da população dispõem de Internet em casa, ante 65 por cento nos países em desenvolvimento, informou a organização.

Um estudo conduzido por outra agência da ONU e divulgado na semana passada demonstrava que celulares eram uma ferramenta de comunicação muito mais importante que a Internet, para as pessoas dos países em desenvolvimento.

(Reportagem de Jonathan Lynn)