AOL se esforça para definir estratégia de conteúdo

terça-feira, 19 de outubro de 2010 13:51 BRST
 

Por Jennifer Saba

NOVA YORK (Reuters) - Há apenas três semanas, o presidente-executivo da AOL, Tim Armstrong,prometeu que sua empresa não se envolveria mais em transações arriscadas como a aquisição da Time Warner, hoje considerada a pior fusão de todos os tempos.

Em vez disso, parece que a AOL, que se separou da Time Warner em dezembro, está se preparando para uma jogada com chances remotas de sucesso. Com a colaboração de grupos de capital privado, a empresa está considerando assumir o controle do Yahoo, rival de porte muito maior, avaliado em mais de 20 bilhões de dólares.

E isso deve ocorrer antes que o novo presidente tenha conseguido reanimar a empresa. Desde que Armstrong assumiu, no ano passado, a AOL se envolveu em uma série de lançamentos e aquisições, em um esforço para apagar as lembranças de uma década perdida na qual terminou superada em receita e relevância, primeiro, pelo Yahoo e, em seguida, pelo Google.

O objetivo de Armstrong é transformar a desordenada empresa de Internet em uma das líderes em jornalismo e entretenimento online, mas sem investir demais em aquisições especulativas.

"Não haverá um Bebo no futuro da AOL," disse Armstrong à Reuters em setembro, em referência aos 850 milhões de dólares investidos na aquisição daquele site de redes sociais, vendido com prejuízo pela empresa em junho.

Entretanto, pode ser difícil atingir as metas que o executivo planeja.

"Creio que eles estejam tentando diversas coisas ao mesmo tempo para ver se alguma funciona," disse Mark Mahaney, analista do Citigroup. "É a estratégia correta, em termos gerais, mas não deixa de ser muito arriscada."

Antigos executivos da AOL disseram que a abordagem dispersa de Armstrong, de tentar faturar com estratégias distintas de conteúdo, faz com que a empresa pareça estar cambaleando de projeto a projeto.

Recursos destinados no passado a marcas e conteúdo originais, como a AOL News, foram desviados, dizem ex-funcionários.

"É muito difuso e caótico," disse uma fonte, que deixou a empresa recentemente e pediu que seu nome não fosse revelado.